Futebol

Além de um executivo, o Vasco estaria atrás de coordenador técnico para 2022

Além do interesse no executivo de futebol do Alvinegro, direção pretende trazer um coordenador para ficar mais próximo da comissão técnica e jogadores.

O futebol do Vasco está à deriva. Há dez dias sem comando, o departamento segue em compasso de espera enquanto aguarda definições para a próxima temporada. A cúpula vascaína está se movimentando, a busca por dirigentes é liderada pelo presidente Jorge Salgado e a expectativa é que anúncios ocorram nas duas próximas semanas. Enquanto isso, no entanto, a maior parte do planejamento para 2022 está estagnada.

Cano fica? Castan, com contrato até 2022, ainda tem clima para continuar? Quem será o novo treinador? E os reforços? Essas são questões que só serão respondidas a partir da chegada de um novo diretor executivo para o lugar de Alexandre Pássaro, demitido em 11 de novembro, juntamente com o técnico Fernando Diniz.

O Vasco trabalha com alternativas, mas aos poucos os nomes se afunilam. Eduardo Freeland ganhou força pelo trabalho de reconstrução que promoveu no futebol do Botafogo e está na mesa de Salgado. É, aliás, o favorito da direção vascaína no momento.

Entre apoiadores de Jorge Salgado o nome de Alexandre Mattos, ex-Cruzeiro, Palmeiras e Atlético-MG, agrada pelo peso que daria ao departamento. Em recente reunião da Mais Vasco, grupo político do presidente, conselheiros indicaram o dirigente, atualmente sem clube. Dentro da diretoria, no entanto, o nome de Mattos não ganha eco e há quem garanta que ele não seja uma opção. Ricardo Rocha (Cruzeiro) e Jorge Macedo (Ceará) também foram especulados, mas em ambos os casos as partes envolvidas negaram qualquer tipo de contato.

A reformulação do Vasco não se limita à busca por um diretor. O clube não quer repetir a receita da atual temporada, quando Alexandre Pássaro centralizou todas decisões do futebol. A ideia é trazer um coordenador técnico, que deve ser um ex-jogador.

A possibilidade da chegada de um vice-presidente de futebol, como era planejado no organograma apresentado por Jorge Salgado durante a campanha à presidência do Vasco, também é avaliada. No entanto, sem nomes de consenso interno, não há tanta pressa como existe em relação às contratações de um diretor e de um coordenador.

Por estratégia, a direção do Vasco optou pelo silêncio. As lideranças do clube só planejam se pronunciar, em coletiva de imprensa, após o fim da Série B, para apresentar os novos comandantes do futebol vascaíno. Como existe a possibilidade de os contratados estarem trabalhando na Série A, é provável que a espera demore ainda mais.

Avesso a entrevistas, Jorge Salgado apareceu publicamente apenas uma vez, após o clube falhar no acesso e demitir Alexandre Pássaro e Fernando Diniz, em breve pronunciamento, em vídeo gravado, de pouco mais de dois minutos. Na ocasião, ele se desculpou pela temporada desastrosa e falou em “profunda reformulação”.

Sem ouvir do clube sobre o planejamento para 2022 e com o futebol à deriva, o torcedor vascaíno ainda desconhece quais serão os rumos do futebol do Vasco, que vive uma das maiores crises de sua história. Na sexta, no empate por 2 a 2 com o Remo, em São Januário, os pouco mais de mil torcedores presentes vaiaram e protestaram durante os 90 minutos.

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Os xingamentos começaram ainda no aquecimento, antes do apito inicial. Os jogadores foram os principais alvos, especialmente o capitão Leandro Castan, cada vez com menos clima para seguir em São Januário, apesar de ter contrato até dezembro de 2022. O sistema de som foi ligado por alguns instantes para tentar abafar as críticas no estádio. Houve confusão nas sociais.

Enquanto isso, o que restou do futebol do Vasco vive dias de melancolia. Sem chances matemáticas de acesso há duas rodadas, o elenco inicia nesta segunda a última semana de trabalho antes do fim de sua participação na Série B, no próximo domingo, contra o Londrina, no Paraná.

O clima é de fim de festa e indefinições. Desde a saída de Alexandre Pássaro, o supervisor Fabiano Lunz vem tocando o dia a dia do futebol. O outro supervisor, Rodrigo Ramos, que chegou ao clube pelas mãos de Alexandre Pássaro, também saiu.

Entre os jogadores, muitos ficarão sem contrato no fim do ano, e a maioria não deve permanecer. Entre eles estão Andrey, Léo Jabá, Walber e Zeca, que ganharam férias antecipadas e devem puxar a barca vascaína.

Além deles, Morato, Vanderlei, Ernando, Romulo, Michel, Daniel Amorim, Marquinhos Gabriel e Cano encerram seus vínculos nesta temporada. Apenas os três últimos têm chances de ficar. Tudo, no entanto, dependerá do novo comando do futebol e da nova comissão técnica. Algo que a torcida ainda terá de esperar.

Fonte: Globo Esporte