Futebol

Análise: Alterações dão vitória ao Vasco, mas atuação ainda não convence

São Januário se dividiu entre vaias e aplausos quando Nenê foi substituído, ainda na segunda etapa. Esse é o retrato atual de um cruz-maltino que, mesmo invicto na Série B, passa longe de empolgar. Não que o meia mereça estar nas graças da torcida, mas a vitória por 1 a 0 sobre o CSA, neste sábado, mostra que a maior insatisfação dos torcedores não é só por resultado, mas também por desempenho. E Nenê pode personificar esse momento.

Nenê é líder de praticamente todas as estatísticas do clube, mas é vaiado porque se espera mais dele do que está sendo entregue. Não foi bem diante do CSA e sequer dá para usar o ditado popular de "ruim com ele, pior sem ele" porque o Vasco melhorou após a sua substituição. A questão é: por que é tão difícil para Nenê e seus companheiros jogarem bem mesmo diante adversário de qualidade inferior?  O meia não é o único culpado.

— Tem que se recompor, para jogar no Vasco é assim mesmo, é pressão. Eles estão na razão, temos que correr mais — avaliou o goleiro Thiago Rodrigues, um dos poucos que tem sido poupado pela arquibancada.

Desde que a escalação inicial apareceu no telão do estádio, três nomes foram hostilizados pelos mais de 16 mil torcedores presentes: o meia Nenê, o técnico Zé Ricardo e o presidente Jorge Salgado. Esse foi o clima até o gol marcado por Gabriel Pec. E não dá para dizer que os torcedores não tem argumentos para demonstrarem insatisfação. O Vasco mais uma fez jogou mal.

Tanto que até o gol do Vasco teve uma pitada de sorte. Figueiredo chutou na trave, a bola bateu nas costas do goleiro do CSA e sobrou para Gabriel Pec. Mas só surgiu quando Figueiredo e Palacios saíram do banco de reservas e conseguiram melhorar o setor ofensivo. Méritos para Zé Ricardo neste ponto. A pressão, porém, não diminui.

O resultado leva o Vasco para a quinta colocação com 10 pontos, a mesma do Cruzeiro, o primeiro na zona de classificação, mas que ainda joga na rodada. De quebra, mantém a invencibilidade cruz-maltina, que agora soma quatro empates e duas vitórias no torneio.

Mas, fica a questão: o que falta para o Vasco engrenar? Além de vencer, é preciso ter regularidade para buscar voos mais altos na Série B.

Fonte: O Globo
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    Copa Sul-Americana Estádio Florencio Sola
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Artilheiro
Thiago Mendes 3
Barros 3
Puma 3
Spinelli 3
Philippe Coutinho 3
Jogos
Vitórias 7 (35,00%)
Empates 7 (35,00%)
Derrotas 6 (30,00%)
Total 20
Gols
Marcados 27 (55,10%)
Sofrido 22 (44,90%)
Total 49
Saldo 5
Cartões
Amarelos 33 (91,67%)
Vermelhos 3 (8,33%)
Total 36