Futebol

Análise da atuação vascaína contra o Defensa y Justicia

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Numa Argentina de luto pela morte do genial Diego Armando Maradona, Defensa y Justicia e Vasco fizeram duelo que em nada lembrou o criativo futebol do "D10s" dos hermanos. Coube a um compatriota de Maradona limpar a barra dos vascaínos e concluir a única bela jogada da equipe brasileira com um voleio certeiro. O golaço de Cano foi o primeiro do jogo no empate por 1 a 1, que acabou sendo lucro para o time dirigido por Alexandre Grasseli - Ricardo Sá Pinto, com Covid-19, não viajou.

Dificuldade em trocar passes

Esfacelado por conta de 10 desfalques por Covid-19, entre estes os criativos Talles Magno - em má fase - e Benítez - principal articulador -, o Vasco foi paupérrimo, ou seja muito pobre na criação. Especialmente no primeiro tempo, quando foi envolvido pelo Defensa y Justicia, treinado pelo ex-centroavante Hernán Crespo.

Com erros de passes aos montes de jogadores do setor defensivo e dos meios-campistas, o Vasco não conseguia sair de seu campo e via Pizzini, Brítez, Braian Romero e Rius causarem um verdadeiro salseiro. A constante troca de posições e a interessante ocupação de espaços dos argentinos provocaram muitas decisões precipitadas por parte dos vascaínos.

Rius, aliás, teve três gols bem anulados. Dois saíram pelo lado direito da defesa vascaína. Houve mérito na execução da linha de impedimento, mas também sorte em lance no qual Castan se enrolou diante de Braian Romero.

Na frente, Cano estava mais isolado do que o comum por conta de seus companheiros de ataque. Gustavo Torres ainda tentava e foi dele a principal chance na etapa. Parou no goleiro Unsain depois de deixar Frías no vácuo. O colombiano, porém, não deu sequência a várias jogadas e errou passes simples. Pikachu, na outra ponta, somou mais uma atuação apagadíssima à coleção que tem em 2020. Não viu a bola.

Golaço é o sopro de inspiração vascaíno

Depois de um primeiro tempo sofrível, o Vasco não voltou diferente do intervalo. Aliás, ratificou a enorme deficiência no passe na noite desta quinta-feira. Para se ter uma noção, foram 82 passes incompletos de 282 tentados, enquanto o Defensa errou 87 dentro de um universo de 616 passes.

Aos 16 minutos da etapa final, porém, veio a exceção. E que exceção! Miranda, que já vinha subindo pelo lado direto, avançou pelo meio e achou Léo Matos com grande passe. O lateral cruzou na medida, e Germán Cano, na mais bela homenagem que poderia fazer ao ídolo Maradona, completou com um lindo voleio. Golaço!

- Para vos (você), Diego! Para vos! - exclamou às câmeras o camisa 14.

Este foi o último - e único - momento de brilho do Vasco no jogo, e o empate merecido do Defensa veio aos 33. Miranda, que estava em franca ascensão após um primeiro tempo ruim, tentou antecipar e deixou Braian Romero livre para marcar um golaço. O garoto, porém, não foi o único culpado. Marcos Júnior e Léo Gil também deram espaço demais antes de a bola chegar ao centroavante.

Vale destacar que, antes do gol de Romero, o goleiro Lucão já havia aparecido de forma providencial em duas chegadas dos argentinos e, portanto, foi o outro ponto positivo da atuação vascaína no Estádio Norberto Tito Tomaghello.

Apesar da pobre apresentação na Argentina do riquíssimo Maradona, o Vasco volta para o Brasil com um valioso gol fora de casa na bagagem. Na próxima quinta-feira, também às 21h30 (de Brasília), um 0 a 0 lhe serve para avançar às quartas - novo 1 a 1 leva a disputa para os pênaltis, e empates com dois gols de cada equipe ou mais classificam os argentinos.

E para o duelo da próxima semana, em São Januário, o Vasco deve contar com os retornos de Andrey, Talles Magno e de Benítez, jogadores capazes de dar imaginação à equipe. Enfim, o cenário vascaíno para o confronto derradeiro é bem animador. Se a bola chegar ao excelente Germán Cano, dono de 20 gols em 36 jogos na temporada, o caminho será bem menos tortuoso.

Fonte: ge
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