Futebol

Análise: Derrota para o Botafogo expõe fragilidades do Vasco

O Vasco conheceu a sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão, na noite desta quarta-feira, com um revés por 3 a 0 para o Botafogo, no Nilton Santos. Diferentemente do jogo contra o São Paulo, a vitória do adversário, dessa vez, foi inquestionável - como o próprio Fernando Diniz descreveu na coletiva de imprensa. A atuação pobre desde o primeiro minuto arrefece - e muito - o ânimo por uma vaga no G-7.

Quem acompanhou os dois jogos em sequência viu dois times do Vasco completamente distintos, apesar de sair com a derrota em ambas. Em São Januário, a equipe - embalada pela sequência de quatro vitórias consecutivas - teve boa atuação, principalmente no primeiro tempo, e chegou a sair aplaudida pela arquibancada, mesmo com o revés por 2 a 0 para o São Paulo. No entanto, o contraste com o clássico do Nilton Santos acende luzes de alerta.

O placar de 3 a 0 trouxe justiça - e até lógica matemática - ao que Botafogo e Vasco produziram na noite desta quarta-feira. Os donos da casa se impuseram desde o primeiro minuto, criaram oportunidades e estiveram confortáveis dentro de campo com praticamente a certeza de que a vitória seria questão de tempo. O time de Diniz, por sua vez, não finalizou nenhuma vez na direção do gol adversário. E a lógica simples indica o caminho natural que aconteceria no placar.

O Vasco encontrou muitas dificuldades para jogar da forma como seu treinador gosta. Em praticamente todas as oportunidades em que subia as linhas de marcação para pressionar o Botafogo, o adversário encontrava um desencaixe claro no meio-campo e saía com extrema facilidade. Na primeira linha, Vegetti e Coutinho demonstravam baixa intensidade na marcação e pouco incomodavam a saída de bola alvinegra. No meio-campo, Barros aparecia bastante sobrecarregado, com Tchê Tchê em mais uma noite de rendimento ruim.

Assim, Marlon Freitas praticamente desfilava em campo e conectava jogadas de perigo, principalmente em lançamentos nas costas da defesa. Vitinho e Santi Rodríguez apareciam frequentemente em boas condições pelo lado direito de ataque e aproveitavam os espaços cedidos entre Lucas Piton e Robert Renan para acumular oportunidades de perigo.

O primeiro tempo terminou com a única semelhança em relação à derrota para o São Paulo. Um pênalti bobo cometido no último lance antes de os times descerem para o vestiário. Dessa vez, Carlos Cuesta foi o autor da falta dentro da área. Alex Telles cobrou e venceu Léo Jardim, que já havia operado dois milagres ao longo da primeira etapa.

A estratégia de Diniz para o segundo tempo não surtiu efeito. Tchê Tchê foi substituído por Matheus França, que atuou pelo segundo jogo consecutivo como segundo homem do meio-campo. Com a improvisação do jogador na posição, o problema dos espaços cedidos na região central foi ainda mais nítido.

A intenção de trazer mais ofensividade não aconteceu. O Vasco até começou com pouco mais de controle da posse, mas novamente sem conectar boas chances no ataque. França entrou com muitos erros na construção das jogadas e cedia muitos espaços na marcação. A equipe de Davide Ancelotti aproveitava os contra-ataques e encontrava - desde o primeiro minuto da etapa inicial, é verdade - uma defesa vascaína completamente exposta.

Além da insistência por Matheus França como volante, Diniz, claro, sentiu falta de dois jogadores fundamentais para a engrenagem do time na boa sequência recente. Paulo Henrique e Nuno Moreira estavam suspensos pelo terceiro cartão amarelo e não estiveram em campo. Os substitutos, Puma Rodríguez e Vegetti, também não corresponderam.

E, desta maneira, o Botafogo balançou as redes mais duas vezes no segundo tempo e chegou ao 3 a 0 - e com direito, ainda, a duas bolas na trave. Três pontos indiscutíveis para o adversário. E, pelo segundo jogo consecutivo, o torcedor sai com o gosto amargo de uma derrota em um confronto direto que poderia dar mais esperanças para a consolidação do time de Diniz na briga pela Libertadores.

Algumas insistências de Fernando Diniz escancaram a necessidade de buscar novas alternativas para os momentos em que há necessidade de mudar o panorama do jogo. Escolhas que, há muito ou pouco tempo, já demonstram a inoperância para ajudar o Vasco.

Depois de duas derrotas em confrontos diretos, o sonho por uma vaga na Libertadores fica distante, mas, claro, ainda possível. O Vasco ocupa, neste momento, a nona colocação, com 42 pontos e pode ficar a oito de distância do G-7, em caso de vitória do Fluminense, que joga nesta quinta-feira contra o Mirassol, no Maracanã. Serão mais seis jogos até o fim do Campeonato Brasileiro, e o confronto contra o Botafogo trouxe lições do que não fazer nesta reta final de competição.

Fonte: ge
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