Análise tática de Grêmio 2 a 1 Vasco

13/11/2018 às 10h44 - FUTEBOL

Neste domingo, o Vasco visitou o Grêmio em Porto Alegre. E apesar da baixa expectativa pela diferença entre os elencos, dos desfalques vascaínos (principalmente na zaga), e pelo desempenho apresentado no campeonato, o Vasco fez um jogo justo e apresentou boa organização.

Obviamente o Grêmio teve mais posse de bola e o controle do jogo, pois essa é uma característica marcante do tricolor gaúcho. Mas Vasco demonstrou importante compactaçao no sistema defensivo e organização para “sofrer pouco”. E diferentemente do costumeiro, conseguiu apresentar objetividade para sair em transição pro ataque e a entrada do Galhardo no meio, juntamente com Marrony fez o Vasco imprimir mais velocidade.

E foi num contra ataque, após desarme de Pikachu, toque rápido de Andrey e jogadaça entre Galhardo e Maxi (numa assistência genial de calcanhar), que o cruzmaltino abriu o placar com belo gol.

 

O lance do gol mostrou a dificuldade de recomposição do Grêmio quando jogam juntos Michel, Maicon e Cícero. O tricolor fica “pesado”. As outras chances vascaínas se deram pelo centro, onde os cruz maltinos criavam superior numérica, deixando dois jogadores contra Michel, o que ocasionou reclamação do goleiro Paulo Victor junto à Maicon no meio do jogo.

Mas o Vasco não se aproveitou desses espaços, devido distancia entre a linha de meio e Maxi Lopez, e também pela dificuldade em anular o lado direito com Leo Moura e Alisson. Marrony tem muito fôlego e se dispoe a ajudar o Ramon a todo tempo, mas não tem muito “cacoete” de marcador, sendo facilmente envolvido. Ramon também vive péssima fase e permitia que Leo Moura chegasse ao fundo com espaço para cruzar. E foi dessa forma que o Grêmio criou as suas principais chances no 1T, inclusive o gol, onde fez uma linda jogada para o Jael e foi o melhor em campo, apesar dos seus 40 anos recém completados. Além do espaço pela esquerda, a indefinição entre Henríquez e Luis Gustavo na marcação de Jael e a omissão e mau posicionamento de Martín Silva foram as outras razões para o gol gremista.

Depois do gol, o jogo se desenhou como o esperado: Grêmio dominando as ações e o Vasco marcando para sair no contra ataque. Na fase defensiva, o Vasco se defendia num 4-4-1-1 (variação do 4-4-2), com Galhardo entre Maxi e a segunda linha de 4. O meia foi mais ativo com e sem a bola que o antigo titular Fabrício.

Por vezes, Pikachu recuava e se juntava aos 4 defensores, formando uma linha de 5 marcadores. Com isso o Vasco sofreu pouco, mesmo o lado esquerdo tricolor tendo Everton e Cortez. Vale destacar também a eficiencia de Luis Gustavo na marcação, levando vantagem na maioria dos duelos travados (8 de 13), além de 4 cortes, 3 desarmes certos e 5 interceptações, segunda dados do SofaScore.

Pro segundo tempo o Vasco perdeu um pouco da intensidade, muito em razão do aumento da distância entre a linha central e Maxi Lopez, gerando ainda mais desgaste dos jogadores e diminuindo o poderio ofensivo. A partida ruim tecnicamente da dupla de volantes cruzmaltinos também comprometeu um melhor desempenho ofensivo. Grêmio então foi alugando cada vez mais o campo de defesa vascaíno, aumentando seu volume, chegando a pressionar pela virada. Mas Renato, com dois jovens talentos que pedem passagem, conseguiu imprimir um ritmo mais acelerado. Jean Pyerre e Matheus Henrique deram outra dinâmica para o Grêmio. Maior velocidade, controle de bola e um jogo mais pensado. Com Everton desgastado fisicamente e Alisson tendo que se readaptar na direita, os guris do Grêmio fizeram a diferença.

Mas a equipe vascaína na base da superação, ia segurando um ponto importantíssimo fora de casa. Porem depois de muita cera, eis que o capitao vascaino, o goleiro Martín Silva, numa das maiores falhas do ano, aceitou um chute até despretensioso de Matheus Henrique, após uma sequência de boa passes do Grêmio, que não desistiu até o último minuto, sendo recompensado com a vaga no G4 e deixando um gosto muito amargo para o torcedor vascaíno, que antes do lance tinha muito mais motivos para elogios do que lamentações.

Foto: MWFutebol 2
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Fonte: Análise Vasco e MWFutebol

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