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Análise: Vasco 'acorda' no clássico e vira o jogo pela terceira vez seguida

Thiago Mendes, grande nome do cruz-maltino nesta temporada, marcou, de cabeça, o gol da vitória, já aos 50 da segunda etapa, após cruzamento de Rojas, sete minutos depois de Spinelli empatar a partida, também pelo alto, após lançamento de Cuiabano da intermediária.

Na prática, foi a terceira “remontada” do Vasco em três jogos: já havia vencido o Palmeiras de virada em São Januário (2 a 1), buscou dois gols ao sair atrás no empate em 3 a 3 com o Cruzeiro e completou a trinca com a vitória no clássico. Com o resultado, o cruz-maltino chegou aos oito pontos e já figura na primeira página da tabela do Brasileirão (10º). O Fluminense perdeu a chance de empatar em pontos com os líderes, estacionou nos 13 e caiu para o 4º lugar.

A reviravolta em campo foi também no estado anímico. No primeiro tempo, o retrato de um Fluminense superior era bem claro. Mais organizado, com muita força no meio-campo e em grande noite de Martinelli e Lucho Acosta, o tricolor capitalizava todos os erros de um Vasco desconcentrado.

O time de Luis Zubeldía nem precisou trabalhar muito para abrir o placar: com um minuto de jogo, Hugo Moura tentou um recuo de cabeça atrapalhado e acabou “armando” a jogada para Acosta. O argentino afundou pela direita e encontrou Canobbio pelo meio, que balançou as redes. Foi o terceiro do uruguaio neste Brasileirão.

O gol rápido deixou o tricolor confortável, já que o rival precisou sair para o jogo. Nos seus piores 45 minutos com Renato, a equipe tinha muita dificuldade para construir. O Fluminense seguia levando muito perigo nas transições. Lucho Acosta viu um gol de cabeça ser anulado por impedimento na origem da jogada.

Dois golaços seguidos

O segundo tempo teve o placar alterado por dois golaços. Primeiro, de um Flu que aproveitou um Vasco de peito aberto após as mexidas no intervalo e trabalhou o espaço na entrada da área até Lucho encontrar Hércules, que mandou um balaço para ampliar. Pouco depois, o Vasco diminuiu em lance muito parecido, com Nuno Moreira, em sobra na entrada da área.

O Fluminense seguiu melhor, mas viu o controle começar a se esvair com as saídas de Martinelli (no intervalo, com sintomas de virose) e da dupla Lucho e John Kennedy. O Vasco, mesmo desorganizado e com muitos atacantes em campo, buscou a virada por meio de algo que estava em falta e é um trunfo no trabalho de Renato: a mentalidade competitiva, de que o placar nem sempre é definitivo. Os tais gritos de “time da virada”, afinal, existem por algum motivo.

A alcunha de “time da virada” do Vasco ficou, por muito tempo, apenas nas melodias das arquibancadas de São Januário. Mas, ontem, no Maracanã, o cruz-maltino deu sequência, da forma mais catártica, a uma série de reações em apenas três jogos do trabalho do técnico Renato Gaúcho. O time perdia o clássico com o Fluminense, pela sétima rodada do Brasileirão, por 2 a 1 até os 43 minutos do segundo tempo, mas buscou uma emocionante virada nos acréscimos: 3 a 2.
 

Foto: Matheus Lima/VascoClaudio Spinelli
Claudio Spinelli

Fonte: Agência O Globo
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