Análise: Vasco é castigado por mudar de característica contra o rival

18/08/2019 às 08h12 - FUTEBOL

Vanderlei Luxemburgo repete quase como um mantra em suas coletivas: o Vasco tem um jeito de jogar e precisa se concentrar nele. Pois, justamente contra o maior rival, a equipe saiu de suas principais características. E foi castigada.

Já escrevemos algumas vezes sobre esse jeito do Vasco de jogar: fechadinho, povoando o meio-campo e saindo nos contra-ataques em velocidade. Aproveitando o erro do adversário para marcar.

Foto: ADALBERTO MARQUES/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDOVanderlei Luxemburgo durante o clássico
Vanderlei Luxemburgo durante o clássico

E o Vasco fez tudo isso com muita eficiência no primeiro tempo. Equilibrou um duelo desigual na parte técnica e criou as melhores chances. Até sofrer um gol muito por conta da qualidade do ataque do Flamengo. E, então, tudo desmoronou.

Que o Vasco não tem um plano B, também foi falado. E isso ficou provado de novo no clássico, mas de outra maneira. Se em outros jogos, quando precisava sair para atacar, o time ia meio truncado, contra o Flamengo a equipe se abriu completamente. Foi para a trocação.

- Voltamos no segundo tempo tentando propor o jogo, mas logo tomamos o segundo gol. Continuamos com a proposta de empatar o jogo. Esse placar, acredito, que um 2 a 2, 3 a 3, seria normal - analisou o auxiliar técnico Mauricio Copertino após a partida.

Foto: ADALBERTO MARQUES/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDOTalles foi o principal jogador do Vasco no clássico
Talles foi o principal jogador do Vasco no clássico

A questão é que o Vasco se abriu atrás, mas isso não teve efeito na frente. O gol veio de bola parada - mais uma vez, naquela que é a principal fonte de gols do Vasco. As outras duas chances foram em pênaltis desperdiçados. Com a bola rolando, no segundo tempo, a equipe pouco ameaçou - muito porque Talles, melhor do time, cansou e não apareceu tanto quando na etapa inicial.

Luxemburgo já encontrou um padrão de jogo para o Vasco. Agora, com o Campeonato Brasileiro rolando, será obrigado a achar alternativas. A lição que fica deste clássico é que o plano B não pode ser se desfazer completamente da estrutura do time. Essa busca precisará continuar.

Fonte: Globoesporte.com