Analise: Vasco impõe estilo de jogo, mas sofre com sequência

24/02/2019 às 08h15 - CLUBE

Os primeiros minutos do clássico contra o Botafogo, no Nilton Santos, empolgaram o torcedor cruz-maltino. O Vasco, mesmo visitante, dominava o adversário, trocava passes, tinha velocidade... Tanto que abriu o placar com Pikachu. O problema é que o ritmo caiu – justificável com a sequência de partidas ainda no início da temporada.

Depois de sofrer o empate no início do segundo tempo, o Vasco não conseguiu reagir como queria, ainda buscou alguns contra-ataques, mas foi só. Veja, abaixo, a análise do empate na estreia da Taça Rio.

Gol em jogada característica

O Vasco começou o clássico melhor e logo abriu o placar. E justamente em uma jogada que agrada muito ao técnico Alberto Valentim: contra-ataque rápido pelos lados. Num lance pela direita, Cáceres cruzou com perfeição para Pikachu finalizar duas vezes e marcar o gol do Cruz-Maltino.

Foto: André Durão / Globo EsportePikachu marca contra o Botafogo
Pikachu marca contra o Botafogo

Queda de rendimento e problemas para sair jogando

Depois do gol, o Vasco recuou, mas ainda assim era melhor do que o Botafogo. O grande problema era para conseguir sair jogando. Quando não estava com a bola, o time comandado por Alberto Valentim formava duas linhas de quatro e deixava Bruno César e Maxi López mais soltos, atrapalhando a criação adversária.

O problema é que, quando tinha a bola, o Cruz-Maltino não sabia muito bem o que fazer com ela. Em um lance perto da linha de fundo defensiva, Leandro Castan ficou sem opção e teve de tocar para Fernando Miguel, mas a falta de espaço atrapalhou e deu escanteio ao Botafogo. Só um exemplo de toda a dificuldade que os visitantes tinham.

Azar no segundo tempo

Depois de tanto problema para sair jogando, o Vasco levou um gol num lance totalmente diferente: escanteio. O Botafogo, apesar de pressionar a saída de bola, não conseguia transformar isso em efetividade no ataque, e só conseguiu empatar após Maxi López desviar para trás errado e Marcelo cabecear no canto. Sem chances para Fernando Miguel.

Maxi López apagado

Referência e até salvação em 2018, Maxi López parece ainda não ter estreado em 2019. Mal fisicamente e até aparentemente nervoso em campo – levou cartão amarelo, o segundo em dois jogos, por reclamação -, o centroavante só tem um gol na temporada.

Mais do que isso, não tem conseguido ser importante com seus pivôs e suas assistência, tão utilizadas pelo Vasco no ano passado para lutar contra o rebaixamento. Na atual equipe, Maxi López, até aqui, perdeu importância dentro de campo, apesar de continuar sendo referência fora dele.

Sem Raul, marcação cai

O volante deixou o clássico ainda no primeiro tempo após uma pancada no joelho direito. Titular desde o início do ano, Raul até levanta questionamentos da torcida, que gosta e insiste em pedir Andrey. A questão é que o atual dono da posição tem mostrado eficiência para estar ali.

Contra o Botafogo, ao ser substituído, Raul fez muita falta ao Vasco, que perdeu poder de marcação e teve de prender um pouco mais Lucas Mineiro, normalmente responsável pela ligação entre defesa e ataque. Andrey foi mal no Nilton Santos.

Queda física

Depois do título da Taça Guanabara e de vencer o Serra-ES na Copa do Brasil, o Vasco sentiu o ritmo de jogos e cansou no fim do segundo tempo. Os próprios jogadores comentaram isso depois da partida. Alberto Valentim, porém, optou por escalar força máxima por que o Cruz-Maltino terá uma semana inteira sem partidas agora.

O ponto positivo foi a permanência de Bruno César em campo durante todo o clássico contra o Botafogo. O meia, contratado neste ano, está quase 100% adaptado e com ritmo.

 

Fonte: GloboEsporte.com