Andrés Gómez transformou-se no principal ativo do Vasco e ganhou uma valorização ainda maior com a convocação para a Copa do Mundo. O atacante entrou no primeiro jogo da Colômbia no Mundial e vive a expectativa para voltar a campo neste sábado, quando a seleção comandada por Néstor Lorenzo enfrenta Portugal, às 20h30 (de Brasília), em Miami.
Em janeiro, a direção vascaína investiu um valor um pouco acima de 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) por 60% dos direitos econômicos do jogador. Atualmente, o Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES Football Observatory) avalia o jogador em um valor entre 11 e 13 milhões de euros. Uma valorização que alcança uma estimativa próxima ao triplo do que foi pago pelo Vasco.
Apesar de trabalhar com orçamento curto até a conclusão da SAF, o Vasco não planeja vendê-lo. Alguns clubes do exterior realizaram sondagens sobre a situação do jogador nos últimos meses, mas o time carioca tem confiança em não perder o colombiano nesta temporada. Mesmo sem ter recebido nenhuma proposta oficial, a diretoria se prepara para lidar com o possível interesse do exterior no camisa 11, principalmente após a Copa do Mundo.
O jogador, sua família e amigos próximos estão adaptados ao Rio de Janeiro, o que também ajuda o clube carioca a manter o camisa 11. A ideia é potencializá-lo ainda mais no segundo semestre, depois da saída de Renato Gaúcho, com quem o atacante e os demais colombianos do elenco tiveram uma relação desgastada nos últimos meses.
Trunfo para outras negociações
Com contrato até 2031, Gómez é considerado um exemplo de sucesso na atual gestão. A convocação para a Copa e a ascensão rápida no Vasco viraram também um trunfo da diretoria no processo de convencimento para contratação de reforços, principalmente de jogadores estrangeiros. O caso mais recente é Deossa, volante do Betis, com quem a direção vascaína mantém expectativa para concretizar o negócio.
O clube transformou-se em uma vitrine para outros colombianos, e os jogos foram costumeiramente citados nos noticiários do país. Além de Gómez na Copa, Carlos Cuesta voltou a ser convocado depois de chegar ao Vasco e estava na pré-lista colombiana para o Mundial, assim como o meia Johan Rojas.
Esse holofote positivo do clube ajudou, por exemplo, no processo de convencimento para trazer Marino Hinestroza no início do ano e será uma nova manobra utilizada para a segunda janela de transferências.
Os próximos contatos entre os executivos do Vasco e a inteventora judicial da SAF, Samantha Longo, serão importantes para a definição de algumas situações sobre reforços. A negociação de Deossa, por exemplo, será avaliada financeiramente. A parte que compete a Admar, a esportiva, já está entregue. O jogador é muito bem visto pelo departamento de futebol e pelo scout. A negociação com o Betis também está encaminhada. Restará, então, o "ok" da interventora sobre os valores em um possível negócio.
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