A gestão Sempre Vasco/Pedrinho chegou prometendo profissionalismo, planejamento e reconstrução institucional. Pouco tempo depois, o discurso já não encontra respaldo na prática. O futebol do Vasco segue refém do improviso, de decisões tomadas no calor da pressão e de uma condução que parece mais preocupada em preservar narrativas do que em construir um projeto esportivo sólido e competitivo.
É impossível falar em planejamento quando as contratações seguem subordinadas a técnicos sem continuidade e quando cargos estratégicos do futebol permanecem ocupados por critérios de confiança pessoal, e não de capacidade comprovada. O futebol moderno exige qualificação, experiência e cobrança permanente por resultado. No entanto, o presidente insiste em concentrar decisões em um núcleo fechado, blindado de críticas, enquanto os erros se acumulam em sequência. A torcida percebe isso dentro de campo: um elenco caro, desequilibrado, sem identidade e montado a partir de escolhas que mudam a cada troca de treinador.
A consequência sofremos nós, torcedores, por acompanhar esse desempenho instável, o desperdício de recursos e a perda de competitividade. Jogadores e treinadores mudam, mas a raiz do problema permanece fora das críticas da torcida. O Vasco não pode normalizar temporadas sem ambição. Um clube da nossa dimensão precisa entrar em todas as competições para disputar as primeiras posições.
A decisão de poupar o time na Copa Sul-Americana, colocando em risco a classificação, e poucos dias depois sofrer uma derrota por 3 a 0 dentro de casa para o Red Bull Bragantino escancara um dos maiores problemas desta gestão: a ausência completa de ambição esportiva. O Vasco parece entrar em competições não para disputar títulos, mas apenas para sobreviver ao calendário. Tratar torneios continentais como descartáveis e naturalizar atuações vexatórias em São Januário é aceitar um padrão incompatível com a sua história.
Não basta pedir paciência à torcida enquanto milhões são investidos sem critério e o clube continua distante do nível que sua história exige. O tamanho do Vasco exige mais do que discurso.
Por isso queremos incluir no estatuto uma diretriz de que os resultados esportivos não podem ser abandonados por qualquer gestão. Precisamos de pessoas comprometidas com um Vasco vencedor.
Torce, Viaja e Vota.
A gestão Sempre Vasco/Pedrinho chegou prometendo profissionalismo, planejamento e reconstrução institucional. Pouco tempo depois, o discurso já não encontra respaldo na prática. O futebol do Vasco segue refém do improviso, de decisões tomadas no calor da pressão e de uma condução… pic.twitter.com/8jLhVRALw5
— ArquibaVasco ◤✠◢ (@ArquibaVasco) May 25, 2026
Mais lidas