Artigo: "Os verdadeiros vascaínos sabem o tamanho do amor dele pelo clube"

12/03/2019 às 17h15 - CLUBE

"Toda a minha infância foi no Vasco, comecei a jogar futebol de salão lá e São Januário se tornou o quintal da minha casa. Seu Eurico me conheceu muito novinho e aprendi a chamá-lo de tio. Sempre fui vascaíno e faço parte de uma família vascaína. E desde aquela época, ele passou a fazer parte da minha família também. Sempre associei o Vasco ao Seu Eurico, cresci assim. Independentemente de ele ser radical e passional, muitas vezes, tenho muita gratidão a ele. Nossa relação sempre foi de muito respeito, educação e generosidade. Sempre recebi o prestígio dele no teatro e fui convidado por ele para ser o garoto propaganda do programa sócio torcedor do Vasco. Sabia que o clube não tinha condições de pagar e aceitei. Tínhamos uma relação de muita gratidão.
 

Hoje perdemos um grande representante do Vasco. Ele merece, independentemente de qualquer coisa, ser muito homenageado pelos vascaínos. Os verdadeiros vascaínos sabem o tamanho do amor dele pelo clube. Muitas vezes de uma maneira agressiva, a emoção tomava conta da razão, mas nunca deixou de demonstrar o amor que sentia pelo Vasco. Por mim e para muita gente vai ser sempre lembrado de uma maneira muito grandiosa, uma figura muito importante para o clube.

Acredito que a política vascaína vai mudar. Ele era a grande força, a liderança de uma corrente política, mesmo doente. Acho que agora vai haver um consenso, e vai ter uma certa calmaria política. As correntes vão se conscientizar que a paz e o amor vão ter que prevalecer. Até pelo memória do Seu Eurico, que se jogue fora qualquer tipo de egoísmo. Se ele foi estupido com vários, também foi muito generoso. Agora o Vasco tem que ser amor."

Foto: Antonio ScorzaEurico Miranda fuma charuto na sala da presidência em São Januário
Eurico Miranda fuma charuto na sala da presidência em São Januário

Fonte: Globo Online