Futebol

As lições de Vasco 1 x 1 Racing

Não se pode questionar a entrega do time do Vasco. O lema de não desistir até o fim é seguido à risca pelos jogadores em todas as partidas. E foi novamente esta característica cruz-maltina que rendeu aos comandados de Zé Ricardo o empate com o Racing por 1 a 1 nesta quinta-feira, em São Januário, pela Libertadores.

Porque, se o Racing é um dos melhores times da América do Sul e superior tecnicamente ao Vasco, o time cruz-maltino conseguiu chegar até onde a vontade pode levar: equilibrar uma partida na base da raça, mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Desábato no segundo tempo.

Os velhos erros

Técnica e taticamente, o Racing foi superior durante boa parte do jogo. A impressão era de que o Vasco queria e tentava, mas simplesmente não sabia como atacar. O crônico problema de saída de bola se fez presente, com Wellington discreto. Cabia a Rios recuar e armar o time. Mas aí não havia ninguém para finalizar.

Do outro lado, havia. O Racing tocou a bola, administrou o resultado e esperou o momento certo para ir às redes. Num rápido contra-ataque, Lautaro Martínez recebeu na área e superou Martín.

 Raça, a melhor arma vascaína

A melhor resposta do Vasco foi aumentar a entrega, a disposição. Foi assim que, no segundo tempo, chegou ao empate. Nem a expulsão de Desábato, aos 10 minutos da etapa final, desanimou o time – mesmo a torcida, sempre fiel, chegou a duvidar em alguns poucos segundos de silêncio.

O empate veio na insistência de Thiago Galhardo e Rios, os melhores do Vasco na partida. Na primeira combinação entre eles, o chute cruzado do argentino sobrou para Wagner igualar o placar. Foi o prêmio pela entrega do time. Diante das circunstâncias e da diferença entre as equipes, era mesmo o máximo que o Vasco poderia conseguir.

As lições

São dois problemas que Zé Ricardo precisa corrigir: trazer de vez fluidez na transição da defesa para o ataque e maximizar o desempenho de Rios, que vem evoluindo, mas ainda carece de companhia no ataque - talvez valha a pena testá-lo ao lado de outro atacante de ofício.

Thiago Galhardo passou em seu primeiro teste na fase de grupos da Libertadores. Depois de um início tímido, com todo o time mal, melhorou no segundo tempo e deu poder de organização. Rildo e Wagner provaram atuar melhor invertidos, cortando para dentro - não começaram assim a partida.

Fonte: ge
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