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Barbieri tem o aval de gente acima de Bracks na hierarquia da 777

Maurício Barbieri ganhou o respaldo público da diretoria do Vasco durante a entrevista coletiva de Paulo Bracks, na última terça-feira. "Total confiança" foi a expressão usada pelo diretor esportivo da SAF. Mas o trabalho também tem o aval de gente acima na hierarquia da 777 Partners.

Indicação de diretor alemão

Antes de acertar a contratação de Barbieri, o Vasco tentou outros técnicos, entre eles Vojvoda, que decidiu renovar com o Fortaleza. Para chegar ao nome do atual comandante, o clube ouviu indicação do diretor esportivo da 777, o alemão Johannes Spors.

Johannes chegou ao comando do grupo esportivo da 777 depois de ser diretor geral do Genoa, que pertence à empresa americana. Antes teve uma passagem de três anos pelo Leipzig, da Alemanha, trabalho que o credenciou para ser contratado pela equipe italiana.

Foi o clube alemão também que o ligou a Maurício Barbieri. O Bragantino, equipe que o atual técnico do Vasco treinou por três anos, pertence ao Red Bull, mesmo grupo dono do Leipzig. Apesar de não ter trabalhado lá no mesmo período que o brasileiro comandou o time paulista, Johannes Spors ouviu boas coisas sobre o trabalho de Barbieri e levou a indicação a Paulo Bracks.

O diretor do Vasco foi à Europa no fim de novembro do ano passado, período em que se reuniu com outros executivos da 777 Partners. Assim que voltou ao Brasil, Bracks iniciou conversas e anunciou a contratação de Maurício Barbieri no dia 6 de dezembro.

Respaldo de Paulo Bracks

Foto: Assessoria de Imprensa/VascoJohannes Spors e Sebastian Arenz no CT Moacyr Barbosa
Johannes Spors e Sebastian Arenz no CT Moacyr Barbosa

Isso não significa que o nome já não estava na mesa de Bracks. O diretor elogiou bastante o currículo e perfil de Barbieri durante coletiva em dezembro, quando anunciou o acerto com o treinador. Na mesma ocasião, informou a contratação de Abel Braga. O diretor técnico é fã do trabalho do comandante e tem uma relação muito boa com Barbieri no dia a dia.

- O nosso técnico vai ser Maurício Barbieri, um jovem que vem de três anos dentro do Red Bull Bragantino. Um clube com viés empresarial, com objetivos muito semelhantes, em nível mundial, com o Vasco. É um treinador cujo modelo de jogo é o escolhido pelo Vasco para 2023: agressividade, verticalidade, dinamismo, trabalho com jovens, desenvolvimento de talentos, potencializar jogadores para fins esportivos e financeiros - disse Bracks na ocasião.

Como o ge já havia publicado na última semana, a pressão de parte da torcida pela demissão do treinador não ganhou força dentro do clube. Entre os motivos para a confiança estava o entendimento de que o Vasco performou bem e merecia ter pontuado em jogos que acabou derrotado e também de que correções seriam feitas na janela de transferências de julho. Isso foi confirmado por Paulo Bracks na entrevista coletiva da última terça.

- É um momento ruim de resultados, de tabela, mas estamos todos prontos para superar esse momento. O trabalho está sendo incansável para que a gente passe essa fase. E vamos passar. Tenho total confiança no trabalho do Barbieri - afirmou Paulo Bracks.

- Tem muita gente que já cravou o fim do campeonato, mas estamos na oitava rodada e vamos corrigir rotas. Entendemos que erros aconteceram e vamos corrigi-los internamente. A avaliação de todos é diária. Meu trabalho, do Abel, do Barbieri, dos jogadores, mas somos os nomes que tiraremos o Vasco dessa situação da tabela - acrescentou o diretor esportivo da SAF.

Paulo Bracks, inclusive, já havia trabalhado com o técnico antes do Vasco. Em maio de 2019, quando assumiu o cargo de diretor de futebol do time profissional do América-MG, o treinador era Maurício Barbieri. A relação não durou muito tempo: em julho, o executivo demitiu o comandante após uma vitória em apenas sete jogos. A justificativa, na ocasião, foi a falta de sintonia entre elenco e comissão.

- É um treinador moderno, jovem, que teve uma experiência boa no Flamengo e no Goiás. Então justificou-se a contratação dele pelo América, mas não deu certo dentro de campo. Quando não há uma total sintonia entre comissão e elenco, o resultado não é o esperado. Não foi por falta de trabalho e dedicação, mas não deu liga. A gente entendia que o período de intertemporada seria essencial para que essa sintonia viesse, mas não veio. Era o momento de fazer uma mudança mais drástica - explicou Bracks na época ao site "Superesportes".

Quem decide uma possível demissão?

O momento é de cobranças internas. Reuniões do departamento de futebol são frequentes para avaliação do trabalho. A posição é que, como um clube profissionalizado, a cultura de demissão frequente de técnico não pode se instaurar. O dia a dia tem mostrado aos dirigentes que o Vasco tem margem para melhorar, e acreditam que isso será visto nas próximas semanas.

Mas, caso a avaliação mude, os resultados ruins perdurem e a diretoria entenda que a evolução do time atingiu um teto, a mudança na troca do comando será considerada. Quem decide isso? Os dirigentes da SAF têm reuniões semanais com a 777, onde abordam o presente e o futuro do clube. Paulo Bracks tem autonomia para tomar decisões, mas o assunto também diz respeito ao grupo e, nesse caso, uma possível demissão de Barbieri seria levada para cima.

No ano passado, por exemplo, mesmo antes de a venda da SAF ser concretizada e de Paulo Bracks ser contratado, a 777 foi ouvida nas discussões sobre a contratação e, depois, demissão do técnico Maurício Souza pelo clube. A estratégia para a vinda de Jorginho somente até o fim da Série B também foi traçada em conjunto com o grupo americano.

Fonte: ge
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