Campeão em 1992, Valdir Bigode torce por garotos do Vasco no profissional

25/01/2019 às 07h47 - CATEGORIAS DE BASE

O ex-atacante Valdir Bigode está na lista dos nomes importantes revelados pela tradicional Copa São Paulo de Juniores. Campeão em 1992 com a camisa do Vasco, ele agora observa o sucesso de uma nova geração – liderada pelos talentosos Lucas Santos e Tiago Reis – do clube de São Januário, que disputa nesta sexta-feira à tarde a final diante do São Paulo, no estádio do Pacaembu.

Para Valdir, essa garotada vascaína precisa ser prestigiada pelo técnico Alberto Valentim no profissional. “Eles têm que jogar no profissional também, juniores é uma coisa, estão se preparando para ter uma oportunidade no profissional. Eles têm tudo para conseguir”, afirmou, em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.

O elenco campeão de 1992 conquistou grande espaço no time profissional do Vasco. Valdir recorda momentos marcantes no clube junto com o goleiro Caetano, o lateral direito Pimentel e o meio-campista Leandro Ávila, em uma época de respaldo aos jovens vascaínos.  “O cara, quando chega nos juniores do Vasco, a maioria tem condição de subir ao profissional. Se vai ficar é outra história. Quando começar a jogar é outra história”, avisou.

Curiosamente, Valdir Bigode, além do Vasco, teve uma passagem importante pelo próprio São Paulo. No entanto, sua ligação com o time carioca é muito forte, inclusive com uma passagem recente pela comissão técnica do clube – atuando, inclusive, como técnico interino. “Palpite para o jogo é complicado, vamos torcer para que a gente (Vasco) vença. Que seja nos pênaltis, 1 a 0, o importante é vencer. Com certeza eu estarei assistindo”, afirmou o antigo artilheiro.

Lembranças de 1992

A final de 92 tem semelhança em relação à decisão atual pelo confronto contra o mesmo adversário. Valdir resgata o equilíbrio do jogo contra o São Paulo, um adversário que o Vasco já havia encontrado na primeira fase daquela competição. O campeão – no caso, a equipe de São Januário – saiu nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

“Foi um jogo brabo, difícil, o São Paulo tinha um time muito bom na época. Até já sabíamos um pouco do que íamos enfrentar porque enfrentamos eles no grupo, foi 1 a 1. Sabíamos o que íamos fazer na final. Também tínhamos um time forte, bom, controlamos bem as ações”, recordou o artilheiro daquela edição da Copinha. “Pode ter certeza que sim. É um campeonato fortíssimo, talvez seja o campeonato mais difícil na categoria dos juniores. Não dá tempo de descansar”, finalizou.

Fonte: Gazeta Esportiva