Campeões da Copinha de 1992 pelo Vasco relembram final com o São Paulo

25/01/2019 às 09h30 - CATEGORIAS DE BASE

O caminho para conquistar a Copa São Paulo de Juniores em 1992 foi longo. O Vasco entrou no grupo do favorito São Paulo na fase de grupos, conseguiu um empate em 1 a 1 com o Tricolor paulista, e passou em segundo para o mata mata. Até a decisão, foram sete jogos e apenas uma derrota. Quis o destino colocar o São Paulo no caminho pelo inédito título, decidido nas penalidades. Com um empate no tempo regulamentar em 1 a 1, a sorte e a competência determinariam o vencedor. Mona errou a primeira cobrança do Tricolor paulista.

Vítor, Tinho, Leandro Ávila, Vianna e Fábio acertaram as cinco cobranças e, no 5 a 3, o Vasco sagrou-se pela primeira vez campeão na história do torneio. Valdir Bigode foi o artilheiro, com oito gols e autor do primeiro gol na partida final, quando balançou as redes aos 43 minutos do primeiro tempo. Ao relembrar aquele jogo histórico, o ex-atacante só recorda o quanto foi difícil vencer.

– Foi um jogo muito difícil. O São Paulo tinha grandes jogadores, uma equipe muito bem montada. Eu lembro que foi um jogo duro, tanto para nós quanto para eles. Tivemos um volume de jogo maior, nos comportamos bem em campo na ocasião e levamos para prorrogação. Nos pênaltis, fomos melhores e ganhamos. Mas não foi uma tarefa fácil – relembra Bigode.

O Vasco era quase um desconhecido naquela ano da Copinha, poucos se recordavam de quem time havia conquistado o Campeonato Carioca e a Taça BH de Futebol Júnior. Dois títulos que trouxeram bagagem e confiança para o então elenco, que tinha o gaúcho Caetano no gol.

– Tínhamos uma geração vencedora. Subiu praticamrnte o grupo todo depois daquela Copinha. Daquele elenco, eu e alguns fomos campeões do Campeonato Brasileiro de 1997 e outros, como eu, ainda na Copa Libertadores de 1998. Fomos uma geração bem-sucedida – afirmou o ex-arqueiro, titular em todas as partidas de 1992 assim como Bigode.

A confiança pelo título daquela Copinha refletia em todo o grupo. Mesmo diante do favorito São Paulo, o Vasco acreditava que o caneco ficaria com eles. A determinação em campo resultou em um jogo muito disputado, parelho e com a igualdade no placar, apesar de o Cruz-Maltino ter saído na frente e cedido o empate.

No retorno ao Rio, a equipe foi recebida com louvor. O elenco e a comissão técnica ganhou um jantar no restaurante localizado em São Januário, sede do clube, organizado pelo então presidente Antônio Soares Calçada. Muitos torcedores, chamados pelo ex-jogadores como "Expressinho", compareceram para parabenizar o time e comemorar o inédito título.

– A comemoração foi muito legal. Derrotamos o favorito, o time a ser batido. Mas tínhamos uma equipe forte, muito bem preparada e com um ótimo treinador, o professor Gaúcho. Naquele momento, sabíamos que seríamos campeões – afirmou Caetano.

FICHA DO JOGO

25 de janeiro de 1992 - Pacaembu

São Paulo: Alexandre; Pavão, Sérgio Baresi, Nelson (Gilmar) e Cleomir; Mona, Pereira, Andrei e Evandro (Doriva); Catê e Toninho. Técnico: Oscar

Vasco: Caetano; Pimentel, Alex, Tinho e Josenilson (Fábio); Vianna, Leandro, Vítor e Denilson (Pedro Renato); Valdir e Hernande. Técnico: Gaúcho.

Gols: 1º tempo: Valdir Bigode, aos 43min; 2º Tempo: Andrei, aos 20min

Penalidades: 3 a 5

São Paulo - Mona (erro), Doriva (convertido), Pereira (convertido) e Gilmar (convertido)

Vasco - Vítor (convertido), Tinho (convertido), Leandro (convertido), Vianna (convertido), Fábio (convertido)

Árbitro: São Paulo Roberto Perassi

Fonte: Extra