Futebol

Carlos Eduardo Novaes e a crônica que não saiu

RIO - Vasco e Botafogo fazem logo mais - às 19hs30m - no Engenhão o primeiro clássico do Campeonato Carioca. Os americanos vão me corrigir informando que no meio da semana já houve um clássico, o Clássico da Paz, entre Vasco e America. Gosto muito do America, mas convenhamos, há tempos o clube deixou de usar a palavra “grande” no seu crachá. Assim como o Bangu, o América caiu de turma, foi morar no andar de baixo e só não é chamado de pequeno em respeito à sua tradição. Torço para que o espírito do Seu Edevair, encarnado no filho, possa trazer o America de volta ao repasto dos grandes.

Vejam vocês! A Taça Guanabara é disputada ao longo de sete rodadas em 56 jogos dos quais – pasmem – apenas dois são considerados clássicos. O resto são joguinhos para cumprir tabela e fingir que temos um campeonato charmoso. O pouco de emoção – se existir nessas 54 partidas – ficará por conta de algum pontinho que algum “pequeno” possa subtrair de um “grande”. Ocasião em que o treinador do “grande” virá a publico declarar que “estamos no inicio da temporada; que os jogadores estão sem ritmo; que as novas contratações estão se adaptando e bla-bla-blá...” Fico feliz em constatar a pujança financeira dos nossos “grandes” que podem se dar o luxo de atravessar seis rodadas jogando dinheiro pela linha de fundo.

Botafogo e Vasco foram os clubes que mais fizeram contratações. Como estamos no inicio da temporada, os jogadores estão sem ritmo e bla-bla-blá, o resultado do clássico é tarefa para um adivinho. Eu apontaria um ligeiro favoritismo do Vasco, caso repita os 25 minutos finais do jogo com o Tigres (não assisti Vasco e America – perdi o horário), quando curiosamente nem Dodô nem Carlos Alberto estavam em campo. O Botafogo suou para derrotar o Macaé e foi envolvido pelo Friburguense. A continuar assim promete muito sofrimento para seus torcedores (o que não é novidade nenhuma!). A defesa está uma “teta” (como diriam os baianos), lenta e marcando a distancia, o meio de campo ainda não existe e no ataque Herrera logo vai ter uma crise de solidão. Aquele garoto que o Rouco tem escalado para fazer companhia ao argentino, mais parece um zumbi vagando pelo campo.

O presidente do Vasco empenhou-se em transferir o jogo para o Maracanã por questões de segurança. Segurança dos jogadores, acrescento eu. Do jeito que está o gramado do Engenhão os times deveriam fazer um seguro contra acidentes antes de entrar em campo.O Engenhão conseguiu a proeza de ficar em pior estado do que o Godofredo Cruz do Americano.Em tese tal gramado deveria beneficiar o Botafogo que conhece os buracos , saliências e reentrâncias do campo. Só em tese , porque como se viu ano passado, o Botafogo joga no Engenhão como se estivesse na casa do adversário.

O que se diz na Casa de Apostas é que não se deve esperar muito do jogo. Se os times se soltarem e resolverem jogar para frente pode ser que tenhamos lances de emoção, mas quanto à técnica, provavelmente vai estacionar em alguma protuberância do gramado. Mesmo porque estamos em inicio de temporada, os jogadores estão sem ritmo e bla-bla-blá...

Fonte: Jornal do Brasil
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