Castán, sobre clássico: "Jogo estranho"

20/08/2019 às 15h45 - CLUBE

O Vasco retornou aos trabalhos na tarde desta terça-feira, após a derrota no clássico contra o Flamengo, e o zagueiro Leandro Castan concedeu entrevista coletiva. O defensor lamentou o resultado no último sábado, mas viu pontos positivos na equipe, principalmente na primeira etapa. Para ele, a partida foi atípica e o resultado poderia ter sido diferente.

- Foi um jogo estranho, especialmente no segundo tempo. Acho que, no primeiro tempo, a gente começou melhor do que a equipe deles, tivemos chances criadas. Depois, com uma jogada individual, como é um time de muita qualidade, eles fizeram 1 a 0. O segundo tempo foi muito atípico porque, logo no começo eles fizeram o gol, depois a gente conseguiu diminuir, eles fizeram outro, depois tivemos o pênalti e não fizemos e, no contra-ataque, eles fizeram o gol.
 

- O que a gente tira de lição é que temos que estar concentrados os 90 minutos, principalmente em jogos desse nível, não pode vacilar um minuto. Antes do jogo, ninguém aqui se achava o melhor time do mundo, então nós continuamos com o pé no chão, sabemos nossos objetivos. Então, é recuperar os pontos que deixamos para trás nas próximas partidas - disse Castan.

A semana que antecedeu o clássico foi de grande expectativa para Talles Magno, convocado para os amistosos da seleção sub-17. O atacante só conseguiu enfrentar o Flamengo após liminar do STJD. Para Castan, o grande momento do jovem dá ainda mais confiança para a equipe para o restante da temporada.

- Foi bom que o Talles jogou, é um grande jogador. Primeiro tempo que ele fez demonstrou isso. Um jovem com 17 anos jogar o que ele jogou no primeiro tempo nos deixa muito felizes e confiantes para o restante da temporada. A gente fica muito triste com uma derrota dessa, mas ter um jogador do nível do Talles para o resto da temporada nos deixa muito confiantes - completou.

O Vasco volta a campo neste domingo, às 16h, para encarar o São Paulo, em São Januário, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time comandado por Luxemburgo ocupa 15ª colocação, com 17 pontos.

Outros pontos da coletiva:

Partida contra o São Paulo

- Vai ser um jogo muito difícil. Eu, particularmente, gosto de jogar esses jogos assim. São jogos que me estimulam muito. São esses jogos que fazem a diferença, se você consegue um resultado positivo, não só salta só em pontos, mas na moral da equipe. A gente precisar ganhar um jogo dessa grandeza para dar uma arrancada no campeonato.

Jogos em São Januário

- É difícil você falar sobre hipótese. Todo mundo aqui prefere jogar em São Januário. A gente sabe que a diretoria tem os seus problemas financeiros e tem jogos que teve que vender. Nem perguntei nada, mas parece que já tinham vendido o jogo. A gente tem que acatar, nós somos profissionais. Mas o que deixa feliz e tranquilo também é que a agora os jogos serão em São Januário, com a torcida apoiando a gente, nós somos muito mais fortes ali.

Retornos de desfalques

- Quanto mais jogadores à disposição é melhor. Nós sabemos as nossas dificuldades, quando ficam jogadores de fora é complicado. Ficamos muito felizes com todos esses retornos. Se dependesse do Rossi, ele já jogava contra o Flamengo, mas está nas mãos do departamento médico e eles são muito capazes. Acho que a gente pode ter novidade, o Rossi quer muito estar com a gente e, se Deus quiser, ele vai estar com a gente.

Menos cartões amarelos

- Eu sempre falo uma coisa: quando eu sou criticado, não me deixo abater, mas sempre procuro o que posso fazer de melhor, e quando eu sou elogiado, nunca me exalto. Nunca estou conformado com a situação. Eu acho que eu estava tomando muito cartão por reclamação desnecessária. Eu acho que eu me controlei mais, falar com o árbitro no momento certo, na hora necessária. Graças a Deus, consegui, cometi poucas faltas e consegui não tomar cartão. Mas isso é desnecessário, eu acho que eu posso até tomar cartão e a equipe sair com a vitória

Fonte: Globoesporte.com