A CBF quer o fim da cultura do "roubo" no futebol brasileiro. O que isso significa? A confederação defende maior rigor contra acusações de supostos prejuízos voluntários de árbitros contra equipes. Passa por punições mais severas para jogadores, técnicos e dirigentes que vão a público atacar as decisões da arbitragem e dizem ter sido vítimas de "roubo", "assalto" e semelhantes.
O assunto foi um dos temas da palestra sobre a futura liga única no futebol brasileiro, promovido pela CBF há uma semana para os 40 clubes das séries A e B. Mas a promessa é de que entre em prática no Superior Tribunal de Justiça Desportiva ainda neste Brasileirão.
A CBF defende que o investimento na arbitragem - na profissionalização e em tecnologias, como o ainda aguardado impedimento semiautomático - deve ser acompanhada de melhor conduta de todos no futebol, o que inclui o comportamento de jogadores, técnicos e dirigentes.
A entidade máxima do futebol brasileiro também quer maior rigor de árbitros em questões disciplinares - para maior controle de jogo e menos tempo desperdiçado com a bola parada. A CBF quer evolução do jogo com menos reclamações excessivas em campo - hoje, a liga brasileira é a menor neste quesito comparada à inglesa, espanhola e alemã.
Nesta quinta-feira, o STJD promove o 2º Encontro Nacional dos Tribunais de Justiça Desportiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O encontro servirá para passar a diretriz da CBF contra este tipo de acusação que, muitas das vezes, termina sem punição em julgamentos nos tribunais desportivos. O STJD reconhece que falha nestas sanções, porque o "roubo" pode ser encarado apenas como um "traça cultural" no ambiente do futebol. Ou seja, não é acusação de dolo, mas expressão popular.
O STJD quer espécie de padronização para coibir comportamentos inapropriados no campo e fora das quatro linhas. Com graduação dos envolvidos no espetáculo. A ideia é a seguinte: quanto mais distante do campo de jogo, a infração disciplinar deve ser maior. Em linhas gerais, funcionaria assim:
Com maior dedicação ao ofício, os árbitros também estão sendo cobrados em serem mais ágeis no envio de súmulas para acelerarem processos de julgamentos em primeira e segunda instância no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Na mesma mão, o STJD quer acelerar os julgamentos em segunda instância e, assim, diminuir a quantidade de efeitos suspensivos.
Há dois artigos principais no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que se leva em consideração quando se fala em conduta esportiva. São eles:
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