Cinco motivos que levaram o Vasco a ser derrotado pela LaU

13/03/2018 às 23h33 - FUTEBOL

É até fácil explicar o péssimo resultado do Vasco na estreia da fase de grupos da Libertadores, contra a Universidad de Chile, em São Januário. Diante de um adversário completamente defensivo, mas intenso, o time comandado pelo técnico Zé Ricardo não soube se impor com velocidade para furar o forte bloqueio.

Entenda, abaixo, por que o Vasco perdeu por 1 a 0 para a Universidad de Chile nesta terça-feira:

Dificuldade inicial

Não teve nem aquela habitual pressão inicial que estamos acostumados a ver em jogos da Libertadores, partindo de quem joga em casa. A La U não ficou apenas marcando perto da área: se plantou a partir do meio de campo (às vezes até mais à frente) para surpreender o Vasco – e conseguiu. As primeiras chances claras dos cruzmaltinos foram depois da metade do primeiro tempo.

Leve melhora, mas não o suficiente

A forte retranca chilena cansou, deu espaços. Mas o Vasco não soube aproveitar. Em dois lances seguidos pela direita, por onde o Cruzmaltino mais jogou quase o tempo todo, Riascos acertou o travessão e, na jogada seguinte, não conseguiu cabecear depois de bom cruzamento de Pikachu. E foi só – muito pouco, diga-se, para quem jogava em casa.

Mudança

Zé Ricardo percebeu que faltava velocidade à equipe e sacrificou provavelmente o melhor jogador vascaíno da etapa inicial (Wagner). O meia deu lugar a Paulinho no intervalo, justamente para que os donos da casa conseguissem passar pelas bem montadas linhas defensivas da Universidad de Chile.

E também não deu resultado. Paulinho, pela direita, e Rildo, pela esquerda, ficaram reféns de bolas esticadas e quase sempre sem direção. Os laterais, por causa dos rápidos contra-ataques chilenos, pouco subiram.

Evander em noite ruim

Para passar por uma defesa bem montada, o Vasco precisava de mais do que velocidade e de bons pontas. Precisava de Evander. O armador, porém, não fez absolutamente nada no setor de criação cruzmaltino – recebeu, inclusive, vaias de parte da torcida no segundo tempo.

Sem criatividade, o Vasco rodava a bola entre os zagueiros Paulão e Erazo, que acabaram virando armadores. Obviamente, a qualidade é bem inferior à de quem deveria estar exercendo a função no meio de campo.

O que também faltou a Evander, além de acertar enfiadas de bola para os companheiros, foi chutar de longe – outro bom caminho para um jogador que tem essa como uma de suas principais armas. No segundo tempo, o Vasco deu muito poucos chutes de fora da área e tentou diversas vezes infiltrar a defesa adversária, sem sucesso.

Desatenção defensiva

O gol da Universidad de Chile saiu em uma jogada de lateral perto da área. Paulão não conseguiu se livrar da proteção do jogador adversário e o viu virar para, de primeira, abrir o placar em São Januário. Martín Silva, que já tinha evitado um gol chileno havia minutos em lance parecido, viu a defensável bola passar por baixo de seu braço esquerdo.

Fonte: Globoesporte.com

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