Futebol

Com mudanças, Cristóvão quer Vasco alheio à pressão

O esperado protesto dos vascaínos foi antecipado para o treino de ontem. Não eram muitos. Apenas 18 da Força Jovem, torcida organizada suspensa de entrar em estádios em dias de jogos, que usavam faixa de dois anos atrás, quando pediam contratações e técnico de ponta (na época era Gaúcho). Mas refletiu o momento tenso, caso vença a Portuguesa hoje, às 21h, dentro de São Januário.

Sem reagirem aos gritos e xingamentos (o mais leve era o tradicional “burro” para Cristóvão), os vascaínos treinaram normalmente sob a atenção do treinador e os olhares à distância do diretor de futebol, Daniel Freitas, um dos mais ofendidos.

Como sempre, Cristóvão deixou para anunciar o time apenas momentos antes do jogo. Mas as mudanças vão vir. Se depender dos torcedores, elas começam no gol (Fernando Prass foi chamado de frangueiro e o reserva Alessandro \"ganhou\" a vaga pelo grito dos protestantes.

Mas as trocas não devem ser tão radicais assim. O objetivo do técnico é entrar com um time mais experiente possível. Com isso, o atacante Tenorio vai ser titular ao lado de Alecsandro.

- As mudanças vão acontecer sim. Elas se fazem necessárias. Preciso buscar outras alternativas para reencontrar a vitória - disse o técnico Cristóvão, que pediu equilíbrio e confiança para mudar o rumo do Vasco.

- Já passou da hora de revertermos esse momento. Temos equipe, competência e experiência para conseguirmos a arrancada - afirmou o pressionado treinador, que vai ter a volta de Juninho ao meio de campo. Um dos poucos poupados ontem.

‘Vamos correr riscos’

Contar com o apoio da torcida do Vasco em São Januário nos últimos tempos têm sido difícil. Mesmo nas vitórias, a marca da impaciência ecoa das arquibancas e das cadeiras sociais do estádio. Depois do presidente Roberto Dinamite, foi Cristóvão ontem que pediu o apoio para o jogo desta noite.

- Se a equipe não for bem, não ganhar o jogo, o protesto deve vir. Antes já fomos pressionados, mas não ainda desta forma forte. Nossos adversários vêm aqui e sentem o peso do caldeirão, mas agora ele está ao contrário — reconheceu o técnico.

Na preleção e nas conversas durante o fim da semana, os jogadores foram preparados para saber lidar com essa pressão e a adversidade que podem encontrar dentro da própria casa.

- Estamos prontos para encontrar qualquer tipo de ambiente - afirmou o treinador do Vasco.

A Portuguesa vem de goleada de 3 a 0 sobre o Palmeiras e, para Cristóvão, merece muita atenção. O técnico, no entanto, reconheceu que o time precisa ir para cima e não deixar a pressão aumentar com o passar do tempo.

- Para ganhar tem que correr riscos. E amanhã (hoje), nós vamos correr esses riscos. Eles vão tentar se aproveitar disso - lembrou o técnico vascaíno, que ontem completou um ano da primeira partida. Foi no dia 31 de agosto de 2011. Outros tempos em São Januário.

Fonte: Blog Jogo Extra - Extra
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