Com posição de herança, Lucão representará o Vasco no Torneio de Toulon

01/06/2019 às 11h16 - CATEGORIAS DE BASE

Para muitos meninos e meninas espalhados pelos campinhos Brasil afora, nada é mais importante do que marcar um gol, balançar a rede e, na comemoração, imitar o camisa 9 do time do coração. Mas para Lucão sempre foi diferente. A posição de goleiro foi praticamente uma herança, uma paixão genética, estava no sangue. Do avô para o pai, e agora a responsabilidade é dele.

O avô, Aldo, foi goleiro do Bangu; seu pai, Alexandre, parou no futebol amador. A força da família embaixo das traves reflete no jovem de 18 anos, que mesmo com a distância entre São Januário e Barra Mansa, de onde é, tenta se fazer presente em casa.

- É uma trajetória um pouco longa, porque vida de atleta é assim, temos que abrir mão de muita coisa, abrir mão de estar perto da minha família e é uma coisa que para frente vamos ser recompensados. O esporte representa tudo na minha vida. A pouco tempo realizei o sonho da minha família, que era dar uma casa para minha mãe.

A seleção brasileira não é novidade para o goleiro do Vasco. Com convocações desde o sub-15, Lucão defenderá mais uma vez o verde e o amarelo - desta vez, o time sub-23 no Torneio de Toulon, na França. Cores que, como sempre, sua mãe, dona Vanda, estará descrevendo ao marido Alexandre.

- Hoje ele não pode me ver dentro de campo, mas é o que e sempre digo, ele sente. Acho que isso é mais importante do que estar vendo as cores. O sentimento é muito mais importante. E nos jogos que passam na TV, minha mãe está sempre ao lado dele, falando a cor da roupa, da chuteira, da luva, se eu estou rindo, chorando... Meu pai e minha mãe são tudo para mim. Meu pai me faz ter uma motivação de nunca parar. - conta Lucão, sobre seu pai que perdeu a visão por conta de diabetes.

Apontado como um dos goleiros mais talentosos que o Cruz-Matino revelou nos últimos anos, Lucão, hoje, é titular do time sub-20 do Vasco. Mesmo com contrato renovado até 2020, o goleiro faz questão de valorizar cada oportunidade.

- Vou levar para o resto da minha vida, como faço sempre. Não só na parte profissional, mas na parte pessoal também. Estarei convivendo com pessoas mais experientes, vou buscar sempre ouvir, perguntar e observar bastante.

O ídolo do carioca de 1,90m de altura vem de longe. É no alemão Ter Stegen, goleiro do Barcelona, que Lucão se inspira para construir um caminho sólido, com títulos, mas também muita paciência.

- Conquistar títulos na base te dá uma moral para chegar bem no profissional. Acho que primeiro tenho passar no sub-20, para em um futuro próximo estar atuando na equipe profissional do Vasco, vai ser muito bom para mim, vai ser um grande sonho realizado.

Lucão, e a Seleção Brasileira comandada pelo técnico André Jardine, estão no grupo B do Torneio de Toulon, com Catar, Guatemala e França. Esta é uma etapa de preparação para Olimpíada de 2020. O campeonato pré-olímpico que classifica duas seleções será em janeiro do próximo ano, na Colômbia.

Fonte: Globoesporte.com