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Confira análise das diferenças dos Felipes de 97-98 e 2012

Em 1997/98, Felipe entrou para a história do Vasco como campeão brasileiro e da Libertadores. Era à época uma jovem promessa que tinha seu talento aproveitado pelo técnico Antonio Lopes escalado na lateral-esquerda, mas com liberdade para circular por todo o campo.

A solução para que o setor não ficasse vulnerável era o deslocamento de Nasa como volante-zagueiro e a cobertura do fantástico Mauro Galvão. Ramon ou Pedrinho também colaboravam voltando para combater no 4-2-2-2 vascaíno. A vitalidade do garoto de 20 anos facilitava o cumprimento das múltiplas funções e a onipresença, auxiliando Juninho na armação das jogadas e ainda marcando pela esquerda.

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O Vasco campeão brasileiro de 1997 tinha Felipe liberado para criar a partir da esquerda com a cobertura de Nasa e Mauro Galvão, além do auxílio de Ramon no 4-2-2-2 de Antonio Lopes.

Quinze anos depois, o veterano Felipe, meio-campista desde 2002 no próprio Vasco, volta à posição de origem na vaga do lesionado Thiago Feltri, mas também numa tentativa do técnico Cristóvão Borges de encaixá-lo no time cruzmaltino com Juninho sem fragilizar o meio-campo.

\"\"O treinador já havia experimentado a solução em alguns jogos do Brasileiro 2011 e repetiu contra Náutico e Bahia no início 100% do líder Vasco nos quatro primeiros jogos na principal competição nacional.

Para compensar as perdas defensivas, uma espécie de “cinturão” protege Felipe. Como Diego Souza fica mais à frente para puxar os contragolpes, Fellipe Bastos abre pela esquerda e conta com o auxílio de Nilton. Ambos formam com Juninho e Eder Luís uma linha de quatro no meio quando o time perde a bola – sem desfazer o 4-3-3, esquema base do Vasco. Na cobertura, Rodolfo sai um pouco mais deixando Renato Silva centralizado e Fágner ou Allan fechando por dentro.

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No 4-3-3 habitual, o time cruzmaltino se defende com duas linhas de quatro a partir do recuo de Eder Luís à direita e o posicionamento mais aberto de Fellipe Bastos, que forma com Nílton e Rodolfo o sistema de proteção a Felipe pela esquerda.

Ainda assim, os adversários, especialmente o Bahia, criaram várias jogadas por ali e fizeram de Fernando Prass um dos destaques nas duas vitórias. Porque Felipe, mesmo com todo o suporte, encontra dificuldades no combate direto.

Nos 2 a 0 sobre o tricolor baiano, o promissor Gabriel, meia pela direita no 4-2-3-1 armado por Falcão, levou vantagem no duelo. Mesmo com a boa atuação cruzmaltina, os belos gols de Juninho e Diego Souza em Pituaçu e o retorno de Dedé, ótima notícia para qualquer retaguarda. Rômulo é outro que volta da seleção para reforçar o sistema defensivo.

Felipe compensa qualificando a saída de bola, cadenciando o jogo quando o time precisa e aparecendo como elemento surpresa no meio. Assim marcou um golaço nos 4 a 2 sobre o Náutico.

Com Juninho, garante criatividade nos passes para o ataque que cresce com a velocidade de Eder Luís, a redenção de Diego Souza e a boa fase de Alecsandro. Mas o desgaste físico é enorme. Felipe reconhece: “Dentro de campo esse posicionamento não me afetou em nada. Senti depois. A lateral exige mais fisicamente, e o campo fica maior.”

Como Thiago Feltri não é um exímio marcador, Cristóvão pode recorrer em alguns jogos à formação que sofre um pouco atrás, mas é a que, até agora, melhor encaixou seus craques veteranos. Resgatando o passado, o futuro pode seguir vencedor em São Januário.

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Com time completo, é possível repetir a mesma dinâmica para Felipe seguir na lateral-esquerda.

Fonte: Blog Olho Tático- ge
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