Conheça Hericky, pequeno torcedor que se emocionou em jogo do Vasco

19/10/2019 às 10h49 - FUTEBOL

Quando chegou a hora de cantar “Rio de Janeiro, brasileiro, meu irmão...”, verso do samba da Unidos da Tijuca sobre o centenário do Vasco (1998), Hericky da Silva Vichi não aguentou. A emoção foi tanta que seguiu cantando com as mãos cobrindo o rosto, depois que o Vasco marcou o gol na vitória sobre o Fortaleza, no último dia 13. A cena ocorrida na arquibancada foi filmada, ganhou as redes sociais, os grupos de Whatsapp, e o coração dos cruz-maltinos.

O garoto de 12 anos viralizou e se transformou no símbolo da sintonia entre torcida e o time na luta por uma melhor posição no Brasileiro, talvez até a Libertadores. A timidez é muita. Quando questionado sobre o que sentiu naquele momento, voltou a chorar.

— É muita emoção — afirmou, com a voz embargada: — Não consigo falar. Sinto muito amor.

A ida ao estádio não é das mais fáceis. Morador de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, sai da Baixada Fluminense até São Januário com o irmão mais velho, Roberto dos Santos, de 21 anos, auxiliar administrativo. Quando dão sorte, têm carona. Quando não, pegam o ônibus.

É bem verdade que o anonimato não é o mesmo de antes depois que o vídeo caiu no gosto dos vascaínos. Os dois foram ao jogo contra o Botafogo e Hericky teve uma noite de celebridade na arquibancada. Torcedores pediram para tirar foto ao lado do menino.

— Só quem é vascaíno sabe o que é cantar o samba da Unidos da Tijuca depois de um gol em São Januário. É muita emoção — disse o irmão.

Desejo de conhecer Castan

A experiência de ser torcedor símbolo causou estranheza no garoto. Hericky foi cumprimentado por colegas do colégio e vizinhos que assistiram ao vídeo na internet. Segundo Roberto, não houve premeditação na cena em São Januário e eles sequer conhecem o responsável pela filmagem do canto emocionado do pequeno vascaíno.

Fã de Rossi, ele já conseguiu entrar em campo com o time, ao lado de Marrony. Mas o que ele gostaria mesmo é conhecer o zagueiro e capitão Leandro Castan.

O garoto é mais um integrante de uma família toda de cruz-maltinos, mas ainda não teve a chance de ver o time em uma fase de títulos. Ainda assim, é muito fiel.

— Na minha geração, vimos muito mal o título da Copa do Brasil — afirmou Roberto: — A geração do Hericky não viu nada. Mas a torcida do Vasco nunca abandona o time. Se fosse outro, o estádio ia viver vazio. Acho que o time está melhorando. Tenho a esperança de que vamos ver o Vasco forte de novo.

Hericky não precisou de títulos ou craques para se emocionar com o clube do coração. Ex-presidente cruz-maltino nas décadas de 40 e 50, Cyro Aranha já dizia “que enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”. O garoto é a prova viva de que o dirigente estava certo.

Fonte: Extra Online