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Conselheiros questionam contrato de Juninho com o Vasco

A ausência de Juninho pela terceira vez consecutiva em uma viagem do Vasco na Copa Libertadores causou mal-estar em São Januário. A frequência das faltas já vinha incomodando dirigentes, membros da comissão técnica e jogadores mais jovens do elenco. Mas fechar a primeira fase da competição, na qual o time se classificou antecipadamente às oitavas de final, sem uma participação com os companheiros longe de casa foi o auge de um desconforto que começou em 14 de março.

Na ocasião, Juninho não viajou para enfrentar o Libertad-PAR, em Assunção. Como justificativa, a necessidade da realização de um trabalho físico e reforço muscular. Enquanto os companheiros estavam concentrados para o importante compromisso, o camisa 8 treinava na praia da Barra da Tijuca com os não-relacionados. Em 3 de abril, contra o Alianza Lima-PER, nova ausência. Desta vez, uma cirurgia dentária impediu a viagem.

Na próxima quinta-feira, recuperado do procedimento e sendo preparado para a partida contra o Nova Iguaçu, domingo, pela Taça Rio, Juninho também não estará em campo frente ao Nacional-URU, em Montevidéu. Situação delicada e que coloca o técnico Cristóvão Borges em uma “sinuca de bico” a cada entrevista coletiva.

Segundo apurou o UOL Esporte, alguns profissionais da comissão técnica lamentam o fato, já que o treinador fica exposto e sofre críticas em relação ao planejamento. Porém, comenta-se nos bastidores, que apesar dos problemas apresentados, existia uma predisposição de Juninho em não participar dos jogos fora de casa na primeira fase da competição continental. Os dirigentes mostram descontentamento, mas aguardam os fatos na sequência. Enquanto isso, Cristóvão Borges segue se apresentando e explicando as ausências.

“Todo mundo é livre para interpretar. Claro que existem as coincidências. O Juninho me pediu para jogar, mas conversamos e achamos melhor prepará-lo para domingo. Se tivéssemos vencido o Flamengo, ele jogaria. Porém, como vou contar com mais jogadores agora vamos aproveitar o tempo e deixar o Juninho buscar o seu melhor aproveitamento contra o Nova Iguaçu”, afirmou o treinador, que descartou cobranças mais intensas da diretoria sobre a situação do capitão do time. “Ninguém chegou para falar comigo nesse sentido. Não converso com qualquer um nesse nível aqui no clube”, completou.

SALÁRIO ATRASADO E QUESTIONAMENTOS DE CONSELHEIROS

A questão envolvendo o craque já chegou aos conselheiros do clube. Muitos questionam o contrato celebrado entre atleta e Vasco. Nele, Juninho recebe R$ 50 mil por jogo e um adicional por gol marcado - estima-se algo em torno de R$ 10 mil -, além de premiações em caso de conquistas. Até o momento, foram 14 partidas oficiais na temporada e as redes balançadas em seis oportunidades. Entretanto, o ídolo cruzmaltino só recebeu o vencimento compatível a um jogo.

O restante está atrasado, assim como o salário de fevereiro de todo o elenco, que venceu em 20 de março. Panorama desconfortável e que a vice-presidência de finanças trabalha para equacionar o quanto antes. Enquanto isso, próximo de encerrar a carreira, Juninho segue a sua trajetória em São Januário blindado pela torcida e trabalhando com títulos. Viajando ou não, ele sonha em estar no pôster de campeão da Copa Libertadores, o que faria reviver 1998, quando foi um diferencial na campanha.

Fonte: UOL Esporte
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