O Corinthians ingressou com uma ação na CNRD, órgão da CBF, para cobrar dívidas de 11 clubes que possuem pendências financeiras com o time paulista, conforme informou a Central do Timão. São eles: Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Coritiba, Vasco, Botafogo, Ponte Preta, Santa Cruz, Sport e Bahia. Os casos envolvem negociações que incluem ex-atletas, empresários e também as próprias equipes.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário financeiro desafiador vivido pela instituição, que figura entre as maiores devedoras de tributos municipais em São Paulo e acumula uma dívida total de R$ 2,7 bilhões. Ao acionar diferentes clubes simultaneamente, o Alvinegro busca recuperar valores relacionados a acordos anteriores que seguem em aberto, ampliando sua atuação na esfera de resolução de disputas.
No histórico recente, o próprio Corinthians esteve do outro lado desse tipo de processo. No ano passado, o Timão foi acionado na mesma instância e acabou punido em razão de uma pendência ligada à contratação de Raniele, junto ao Cuiabá, evidenciando que o mecanismo também já foi utilizado contra a equipe.
Naquele momento, a sanção aplicada incluiu restrições para registrar novos jogadores, configurando um transfer ban imposto pela Fifa. A cobrança estava relacionada ao atraso no pagamento de parcelas acordadas na negociação do atleta, concretizada no início da temporada de 2024. O caso só avançou após a regularização da situação financeira, permitindo ao clube retomar suas atividades no mercado.
O movimento atual de acionar diversos clubes na CNRD indica que muitos ainda convivem com dificuldades para cumprir compromissos financeiros nas negociações do futebol brasileiro. Esse cenário reforça a percepção de um ciclo contínuo de pendências, indicando a necessidade de práticas mais consistentes na gestão financeira dos times.
Em paralelo, a CBF deu início, em fevereiro, a um novo modelo de supervisão financeira no futebol nacional. A entidade oficializou a atuação de uma agência independente responsável por monitorar as contas dos clubes e aplicar regras de Fair Play Financeiro.
Nesse contexto, o Botafogo passou recentemente a ser analisado pelo órgão, que solicitou esclarecimentos sobre uma operação conduzida por John Textor. A medida faz parte de um processo mais amplo de controle e tende a impactar a forma como as finanças são conduzidas no futebol brasileiro.
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