Crise política atinge o futebol com críticas de Euriquinho a Pelaipe

10/05/2018 às 08h01 - FUTEBOL

Por mais que o técnico Zé Ricardo tenha tentado blindar ao máximo, a crise política que assola o Vasco desde a eleição do ano passado atingiu o futebol. Além de conviver com salários atrasados – 2018 foi quitado nesta quarta – o departamento sofre com cobranças internas e externas e o resultado se reflete em campo, com mais uma derrota acachapante, desta vez para o Bahia, por 3 a 0, que deixou o time em situação muito complicada nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O maior reflexo político atinge o diretor-executivo Paulo Pelaipe, contratado este ano, mas que tem sofrido fortes e duras críticas quase que semanalmente do ex-vice de futebol Eurico Brandão, o Euriquinho, filho do ex-presidente e ainda influente Eurico Miranda.

Pelaipe ..... Pelaipe...... racista não fica mandando recado, ameaças, pelo telefone sem fio não. Vem logo para guerra!!! Estou me tremendo todo!!! #foraracistamachistahomofobico

— Eurico Angelo Brandão De Oliveira Miranda (@euricobmiranda) 5 de maio de 2018
Nesta quarta, após a derrota para o Bahia, insinuou que seu desafeto tinha ligação com pessoas envolvidas em chapas que disputarão a eleição do Flamengo, onde já trabalhou:

Parabéns Pelaipe. Amanhã abre a champagne com o Wallin para comemorar. Está fazendo bem o serviço. Emprego garantido no urubu no fim do ano. #forapelaipe

— Eurico Angelo Brandão De Oliveira Miranda (@euricobmiranda) 10 de maio de 2018
Além disso, Pelaipe ainda convive com um lobby interno por Rodrigo Caetano, que já trabalhou no clube e foi demitido este ano do Rubro-Negro. O executivo possui uma relação estreita com o presidente Alexandre Campello, que não esconde sua admiração pelo profissional.

Diretor-executivo, Paulo Pelaipe tem sofrido ataques de Euriquinho

Questionado pelo UOL Esporte sobre a pressão exercida por Euriquinho, Pelaipe preferiu não responder:
"Nada a declarar".

Na última sexta-feira, uma invasão ao treino em São Januário de mais de 50 membros de organizadas - com direito a segurança empunhando pistola dentro do gramado - assustou os jogadores. Campello, que presenciou no dia seguinte a saída de 13 de seus vices-presidentes, foi questionado se o episódio poderia ser uma "sabotagem" de seus desafetos. Ele não descartou tal possibilidade, considerando a ação "estranha".

"Acho que isso pode ser, sim, algum motivo de insatisfação da torcida, mas da forma que foi, acho que essa manifestação é minimamente estranha", declarou o presidente.

Atrasados pagos com venda de Paulinho
Antes da partida, a diretoria tentou dar uma injeção de ânimo ao elenco pagando o mês de abril, o que deixou 2018 quitado. Além disso, pela primeira vez no ano, pagou parte dos direitos de imagem em atraso de jogadores remanescentes de 2017. A verba utilizada é referente à venda do atacante Paulinho para o Bayer Leverkusen (ALE) por 18,5 milhões de euros.

Mesmo assim, o Vasco ainda deve dezembro, 13º e férias para atletas e funcionários.

Torcida questiona jogadores e Zé Ricardo

Mesmo ainda gozando de prestígio dentro e fora do clube, o técnico Zé Ricardo começa a ter um questionamento cada vez mais forte por insistir com alguns jogadores que tem sido constantemente vaiados pela torcida, principalmente o volante Wellington.

Nesta quarta, após a derrota para o Bahia, o treinador analisou o momento do jogador, que continua sendo mantido entre os titulares.

"Acho que todo jogador, quando falta confiança, cai o ritmo. O nosso elenco todo foi mal hoje. Todos nós. Não vou culpar individualmente nenhum atleta, mas vamos fazer reflexões e se tiver de haver mudanças na próxima partida, faremos", declarou.

Fonte: UOL Esporte

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