Cruzada envia carta para Dinamite questionando o caso do outdoor

20/04/2011 às 21h14 - POLÍTICA

Em virtude da censura ao outdoor da Cruzada e das declarações do vice-presidente de Patrimônio do clube, Frederico Lopes, afirmando que é politica do Vasco não permitir criticas à diretoria do clube nos outdoors localizados em frente ao estádio de São Januário, o presidente da Cruzada Vascaína e candidato a presidente do Vasco, Leonardo Gonçalves, foi hoje ao clube para protocolar uma carta ao presidente Roberto Dinamite com alguns questionamentos sobre o ato, para que o grupo saiba que posição tomar em relação ao fato. Ao deixar o clube, Leonardo comentou o conteúdo da carta.

“Nosso objetivo é entender como funciona a relação do Vasco com a empresa que opera os outdoors e entender o porquê do clube adotar esse tipo de postura que não condiz com a história democrática do Vasco. Inclusive, democracia é algo que todos diziam estar distante do Vasco há muito tempo e esperavámos que a entrada de Roberto Dinamite pudesse então trazer ao menos isso para o clube. Lamentavelmente, parece que nos enganamos.”, comentou Leonardo

Confira abaixo a integra da carta:

Rio de Janeiro, 20 de abril de 2011.

Ilmº Sr.

Carlos Roberto Dinamite de Oliveira

Presidente do Club de Regatas Vasco da Gama

Senhor Presidente,

Em vista das declarações do vice-presidente de Patrimônio, Sr. Frederico Lopes, ao site www.sidneyrezende.com, a Cruzada Vascaína solicita os seguintes esclarecimentos:

1- É realmente política do Club de Regatas Vasco da Gama proibir qualquer exibição de críticas à atual administração ou propaganda política de candidatos de oposição nos outdoors em frente à sua sede?

2- Existe algum contrato que estabeleça essa condição de censura prévia para a exploração dos espaços de outdoor em frente ao estádio de São Januário? Caso exista, quem foi o presidente que assinou esse contrato e qual o retorno financeiro que ele gera para o Club de Regatas Vasco da Gama?

3- Essa determinação de censura aos espaços publicitários em frente à sede do Club de Regatas Vasco da Gama é uma continuidade de práticas de gestões anteriores ou é uma política criada em sua administração?

4- É de opinião dessa administração que a área da sede do clube deva estar livre de manifestações democráticas de candidatos a presidente do Vasco, ou de movimentos políticos do clube, ou ainda de qualquer divulgação de opinião de grupos de torcedores e sócios?

5- As declarações do vice-presidente de Patrimônio do Vasco da Gama refletem a postura de sua administração em relação aos princípios de democracia e liberdade de expressão?

Entendemos que esses esclarecimentos sejam fundamentais não só aos membros da Cruzada Vascaína, que se cotizaram para pagar a exibição da propaganda de seu candidato à presidência do Vasco, como também ao grupo de sócios que, da mesma forma, pagou pelo mesmo espaço anteriormente para divulgar sua opinião em relação à decisão do clube nas negociações dos contratos de transmissão dos jogos e sofreu o mesmo tipo de censura, e a todos os sócios e torcedores do Vasco da Gama, que precisam saber qual o tipo de democracia que podem esperar da sua administração.

O Club de Regatas Vasco da Gama tem 112 anos de história de luta pela igualdade, defesa de princípios democráticos e incentivo à participação popular nas esferas social e esportiva. Essa história não pode ser maculada com uma demonstração pública de defesa à censura e ao cerceamento de liberdade de expressão. É urgente uma declaração oficial do Club de Regatas Vasco da Gama sobre essa questão, de fundamental importância para a garantia de que todos os candidatos à presidência do clube tenham o espaço e a liberdade para apresentar suas propostas e opiniões.

Atenciosamente.

Leonardo Fraga Gonçalves

Presidente da Cruzada Vascaína

C/Cópia:

- Presidente do Conselho Deliberativo

- Presidente do Conselho de Beneméritos

- Presidente do Conselho Fiscal

- Presidente da Assembleia Geral


Clique aqui para baixar o original da carta protocolada.

Fonte: Site da Cruzada Vascaina