Cruzada Vascaína publica notas sobre a eleição no clube

29/01/2018 às 08h54 - POLÍTICA

Nota Oficial

Estamos ainda consternados e perplexos com tudo que aconteceu na sexta-feira, dia 19 de janeiro de 2018, porém não podemos fugir da responsabilidade de nos pronunciar a respeito de alguns fatos importantes, bem como de informar qual será, doravante, o posicionamento da Cruzada Vascaína (Cruzada), grupo que vem participando desde 2011 do Conselho Deliberativo do nosso Clube.

A Cruzada iniciou o processo eleitoral construindo a Frente Vasco Livre (FVL). Mesmo apoiando o candidato Alexandre Campello nosso objetivo sempre foi a união das oposições, por entendermos que essa seria a única forma possível de derrotar o antigo presidente e que maximizaria o potencial de uma futura gestão, contaria com uma ampla gama de bons quadros que estavam espalhados em diversos segmentos políticos do Clube.

Sabíamos, desde o início, que nossos grupos possuíam opiniões divergentes, o que é salutar. Procuramos respeitar as individualidades de cada grupo, até que houve um marco crítico que nos desalinhou muito da maioria dos grupos da FVL e afetou a aceitação da Cruzada dentro da frente.

Em 18 de outubro de 2017, a Identidade Vasco (IV), propôs uma Nota Oficial muito dura que colocava em grande risco a desejada união com a Sempre Vasco (SV). Na ocasião, a Cruzada votou contra esta Nota Oficial e, a partir daquele momento, ficamos, naturalmente, marginalizados dentro da FVL. Porém, apesar do clima instável, semanas depois atingimos a tão desejada união, sem imaginar o que estaria por vir. A vitória da Chapa Verde e Amarela era o fato tão sonhado e necessário para o VASCO DA GAMA voltar aos seus tempos de democracia e glórias.

Após a eleição do dia 07 de novembro de 2017, a mesa de conversas com a SV para a composição da diretoria política no CD e da diretoria executiva sempre foi fechada pelos líderes da IV. A Cruzada não era informada pela IV sobre o que estava realmente acontecendo, num claro indicativo de desconfiança em relação ao nosso grupo.

Houve, então, uma reunião deliberativa dos grupos da FVL, para a qual não fomos convidados, que determinou o “desembarque” da IV da futura administração (Nota Oficial do dia 14 de janeiro de 2018), mas mantendo a candidatura do Alexandre Campello à 1ª Vice-Presidência Geral. Entendemos o porquê da negativa do convite: certamente traríamos à reunião contrapontos e questionamentos que seriam inconvenientes a quem mostrou que não interessava um real debate. Nosso grupo não se colocaria, em hipótese alguma, contra o resultado das urnas e não quebraríamos acordos explícitos e tácitos, pois não fazemos política assim.

O então candidato à 1ª Vice-Presidência Geral, Alexandre Campello, sempre foi o avalista da união, confiávamos nele e, lamentavelmente, nos decepcionamos fortemente. Jamais houve por parte dele qualquer diálogo conosco que indicasse a mais remota possibilidade de trair as urnas. Alexandre Campello se manteve candidato à 1ª Vice-Presidência até menos de 24 horas antes do pleito, quando resolveu abandonar sua candidatura num vídeo bem produzido, com discurso bem medido e tergiversando para confundir todos os agentes dessa eleição.

No dia seguinte, o candidato Alexandre Campello ganhou o pleito com pouco mais de 150 votos no Conselho Deliberativo, sendo que a vitória seria do “candidato das urnas Júlio Brant” caso 54 conselheiros eleitos na Chapa Amarela e Verde, não apoiassem essa conspiração. Grandes Beneméritos e Beneméritos votaram de acordo com as suas convicções como devem fazer. Ressaltamos que, no nosso entendimento, soberanos são os sócios e a torcida do VASCO DA GAMA e, por conseguinte, as suas decisões.

Diante dos fatos, não nos interessa e não vamos participar dessa administração que a Assembleia Geral dos Sócios não elegeu. Não comporemos uma diretoria que conspirou, traiu as urnas, fez acordos obscuros e mentiu. Não confiamos!

Nossos conselheiros serão oposição à gestão do presidente Alexandre Campello. Faremos nosso trabalho por eleições diretas e reforma profunda do estatuto; fiscalizaremos os atos e as contas dessa diretoria e cobraremos as promessas de campanha do presidente Alexandre Campello, que antes das eleições em São Januário se uniu ao candidato Julio Brant, se desligou na véspera da eleição na Lagoa e virou presidente dos vascaínos e vascaínas, digitais (quer ele queira ou não) e não digitais.

Aos que dizem “quero ajudar ao Vasco” e frases similares de efeito para justificar trabalhar diretamente para a diretoria atual, que agiu de forma imoral e antiética, informamos que nós também QUEREMOS E VAMOS ajudar o CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, porém ajudaremos da seguinte forma: compondo o quadro social do Clube e incentivando a associação com direito a voto (exigiremos a reabertura da categoria “Sócio Geral”); comprando nossos ingressos, comprando produtos oficiais e licenciados pelo Clube; e comparecendo aos jogos do VASCO DA GAMA para incentivar nossos atletas.

SOMOS VASCO!

Nota Oficial

Desde o início do processo eleitoral a Cruzada Vascaína defende impreterivelmente a união como única forma de derrotar o regime que está com os dias contados em São Januário e dessa idéia não nos distanciamos um milímetro.

A união foi construída em dois âmbitos, no âmbito político, que concerne os poderes do clube, e no âmbito executivo para os cargos operacionais.

A Cruzada Vascaína defende que, no âmbito político, sejam cumpridos todos os acordos firmados durante o processo eleitoral dentro do bloco oposicionista. Os conselheiros do grupo votarão nos candidatos às Presidências da Diretoria Administrativa, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal previamente acordados.

No âmbito executivo, a Cruzada Vascaína reafirma seu apoio à nova administração e coloca à disposição, como sempre colocou, os seus melhores quadros para contribuir com uma gestão moderna e eficiente, que levará o nosso Clube ao lugar que o destino lhe reservou: o de protagonista do esporte nacional.

SOMOS VASCO!

Fonte: Cruzada Vascaína

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