Em entrevista ao ge, o lateral-esquerdo Cuiabano falou sobre o período da pausa para a Copa do Mundo, a lesão muscular que o deixou fora dos gramados, a disputa por posição na equipe titular do Vasco e o mundial que está sendo disputado no México, Canadá e Estados Unidos.
Foi uma correria danada, né? Muita mudança, fuso horário, adaptação... faz parte da nossa vida. Consegui dar uma parada sim, ficar com a minha família, descansar a cabeça e cuidar da saúde mental. Importante para recarregar a bateria, mas jogador nunca desliga 100%. A gente sempre faz alguma coisa para manter o corpo ativo. Pude treinar e reencontrar amigos.
Tive um problema muscular na coxa que me segurou um pouco. Mas fiz um tratamento intenso, de dois turnos, um pouco no CT do Vasco e um pouco em casa. Graças a Deus já estou 100%, voltei a jogar antes da pausa, treinando normal com o grupo e sem restrição nenhuma. No retorno agora é aprimorar o ritmo e lutar para voltar às vitórias.
A perspectiva é de muito trabalho. O Vasco é gigante e a gente sabe da responsabilidade de vestir essa camisa. Sobre ser titular, isso eu batalho no dia a dia, respeitando meus companheiros. O mais importante agora é o grupo estar forte e unido para tirar o clube dessa situação. Quem o professor escolher vai estar pronto para dar a vida em campo.
O Vasco não merece estar ali e a gente tem total consciência disso.
Essa pausa serviu para cada um descansar, cuidar da parte mental e refletir sobre essa primeira parte do ano. Agora temos que fechar o grupo e melhorar nossos pontos fracos. O pensamento é um só: união e entrega total. Vamos lutar e o torcedor pode ter certeza que empenho não vai faltar.
Não vou mentir, é claro que é um sonho jogar pela Seleção. Já tive o prazer de jogar nas categorias de base, mas sei que a principal é outro nível. Apesar de jovem, já tenho um caminho percorrido no futebol, com títulos de Libertadores, Brasileirão e estaduais, mas sei que as coisas acontecem no tempo certo.
Se eu fizer um trabalho bem feito aqui no Vasco, que é minha prioridade total hoje, a chance na Seleção pode ocorrer. Tem que sonhar, mas tem que trabalhar muito.
A torcida é pelo Brasil e não tem como ser diferente. A gente está na esperança do hexa. Mas confesso que tenho assistido alguns jogos específicos.
Tenho olhado o Hernández, da França, o Davies, do Canadá, e o Nuno, de Portugal. São caras que são referência hoje. Gosto de ver os jogos das seleções maiores para observar os caras da minha posição, ver como eles se movimentam e o que dá para aprender.
Aos 23 anos, Cuiabano tem 16 jogos e 1 gol nesta atual temporada. No Vasco, disputou 14 partidas, contribuindo com 1 gol e 4 assistências.
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