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De Aracaju para o Rio, vascaíno mostra que o sentimento não para

Desde a infância, Ary Sá de Araújo, 44 anos, tinha um sonho: conhecer São Januário e assistir a um jogo do Vasco. Sergipano de Aracaju, ele acompanhava os jogos do Gigante da Colina de longe e só teve uma oportunidade de vir ao Rio de Janeiro. Foi em 1997, quando o time sagrou-se campeão brasileiro. Feliz por ter estado presente à finalíssima contra o Palmeiras, ele lembra que a viagem não foi exatamente um mar de rosas.

\"Eu não me organizei direito, cheguei aqui na manhã de domingo, assisti só ao primeiro tempo do jogo do Vasco contra o Palmeiras e nem pude ficar para a comemoração. Saí correndo porque fiquei com medo de perder meu vôo. Fiquei triste por não ficar até o fim e ver o título do Vasco, mas foi bom. Dessa vez me programei direito e vim para cá curtir o aniversário do clube, conhecer São Januário e assistir a uma partida\", conta o torcedor, que já tem ingresso comprado para o duelo contra o Ipatinga.

Ary é mais um vascaíno que se aproximou ainda mais do clube após o rebaixamento. E o sonho de visitar São Januário e ver uma partida inteira do Vasco começou a tomar forma quando ele ajudou seu sobrinho corintiano.

\"Quando o Corinthians caiu, meu sobrinho usava a camisa do time todo final de semana, estava sempre assistindo aos jogos e eu não compreendia como alguém poderia ficar tão próximo do time, mesmo ele estando rebaixado. Nós financiamos o sonho dele de assistir a um jogo do Corinthians em São Paulo no ano passado. Foi aí que comecei a ficar com vontade de realizar o meu próprio sonho de vir conhecer São Januário\", explica Ary, cujo sonho ganhou corpo quando o Vasco também caiu.

\"Uma hora nós tínhamos que cair, mais cedo ou mais tarde. E isso aproxima os torcedores do clube, ajuda a instituição a se reerguer e há vários exemplos disso por aí. E esse ano fez os vascaínos se sentirem ainda mais vascaínos. Todo final de semana eu uso a camisa do Vasco, não perco um jogo e comprei o pacote da Série B só para ajudar o clube. Estou realizando um sonho aqui\", disse o torcedor, carregado de compras que fez na loja oficial do Vasco.

Pé-quente e ovelha negra

Nascido numa casa rubro-negra, Ruy foi o único a virar vascaíno e ficou como a ovelha negra da família. Segundo o sergipano, seu pai não era tão fanático e sempre foi bem tolerante, mas já o irmão...

\"Eu tenho um irmão gêmeo que é flamenguista. Ele sim é fanático e a gente discute muito, mas sempre no clima de paz\", garante o vascaíno, que contou com a sorte para chegar ao Rio de Janeiro.

\"Durante essa semana toda o aeroporto de Sergipe ficou fechado para pousos e decolagens em função do tempo ruim, mas justamente no dia da minha viagem o céu abriu e eu consegui vir para cá\", revelou o Ruy, que quer ver a sua sorte refletida dentro do gramado no jogo contra o Ipatinga.

\"Dei sorte para chegar aqui e sou pé-quente, pois a única vez em que vi um jogo do Vasco, o time foi Campeão Brasileiro. Essa partida a gente vai ganhar com certeza!\", garantiu.

Fonte: SRZD - Sidney Rezende
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