Decisão da desembargadora sobre o Maracanã levanta pontos controversos
A suspensão da autorização para o Vasco utilizar o Maracanã na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors gerou dúvidas sobre a atuação da desembargadora Suely Lopes Magalhães. A decisão foi tomada no dia 10 de outubro, enquanto ela participava de uma viagem institucional à Holanda pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Bruno Braz, jornalista, informou que a magistrada decidiu durante sua estadia no exterior. A questão principal é se ela estava autorizada a exercer jurisdição fora do país. O artigo 1º, § 2º, da Resolução CNJ nº 64/2008 levanta distinções sobre afastamentos de magistrados e suas atividades.
A desembargadora justificou a suspensão alegando que o juiz Marco Antônio Ibrahim não tinha competência para permitir o jogo no estádio. No entanto, sua própria capacidade de decisão é questionada devido à viagem.
Outro ponto controverso foi o uso do jogo entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho como argumento para barrar o evento do Vasco. O Termo de Referência da concessão dá prioridade a jogos oficiais da CONMEBOL, mas essa regra não foi considerada.
Com quase 50 mil ingressos vendidos e capacidade inferior no Estádio Nilton Santos, a viabilidade operacional e segurança também são questionadas. Caso se comprove que Suely estava afastada sem autorização para atuar judicialmente, pode haver consequências legais para sua decisão.
Documentos cruciais como a portaria de afastamento e a escala oficial do plantão judicial são necessários para esclarecer a situação. A decisão definitiva deve vir até terça-feira, com apoio da CBF e CONMEBOL ao Vasco para jogar no Maracanã.
A apuração da notícia é do canal 'Atenção, Vascaínos'.