Foi angustiante para mim. Passava muito coisa pela minha cabeça. Não me passou que estava esquecido, mas eu buscava respostas do porquê de a minha chance não chegar. Mas sempre estive confiante de que, mais cedo ou mais tarde, meu trabalho seria reconhecido.
Assim Renato Augusto descreveu o tempo em que se destacou na base do Vasco, mas não conseguia a chance na equipe profissional. No clube desde dezembro de 2006, o volante de 20 anos viu muita coisa acontecer, menos sua oportunidade no time principal, apesar dos títulos conquistados e dos elogios constantes dos treinadores.
Durante o período de ostracismo, apesar da confiança em sua qualidade e de toda a paciência demonstrada, Renato Augusto revelou que chegou a pensar em largar o futebol:
Escutamos um monte de coisas que nos magoam, principalmente nos momentos das derrotas. Mas eu me apoiei em minha família e continuei lutando pelo meu sonho.
Porém, o apoio da família nem sempre está por perto. Natural de Minas Gerais, o camisa 28 está no Rio de Janeiro desde os 13 anos, quando veio atuar pelo Tigres do Brasil, clube de Xerém, Baixada Fluminense.
Atualmente, o volante reside em um alojamento em São Januário, e ressalta, com a voz embargada e os olhos brilhando, a dificuldade de viver longe de seus parentes:
Rapaz, imagina viver longe da sua família dos 13 aos 20 anos? É muito complicado. Mas minha mãe e meus irmão sempre me apoiaram em todos os momentos. Mas, com certeza, faz falta o carinho da família.
Bem próximo de ser titular contra o Cruzeiro, no domingo, na Arena do Jacaré, Renato Augusto espera corresponder às expectativas para ter um fim de ano tão bom quanto o do ano passado, quando foi campeão do Torneio OPG.
Quero jogar bem para ter um Natal feliz. Como em 2009 concluiu.
(Matéria reproduzida diretamente da versão papel do Jornal Lance)
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