Clube

Dinamite: o buraco é mais embaixo

Por Márcia Vieira

No dia em que completa um mês à frente do Vasco, Roberto Dinamite não tem muito o que comemorar. Dentro das quatro linhas, o time, apesar da goleada de ontem, vai mal no Brasileiro. Fora dele a situação é desesperadora. Com os cofres vazios, a nova diretoria não tem conseguido pagar as contas em dia. A ‘fila de patrocinadores’ que poderia ser a solução dos problemas parece não existir. Dos parceiros decantados aos quatro ventos pelo presidente da Assembléia Geral, o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, não apareceu nenhum. E como o próprio presidente já admitiu, patrocínio novo só em 2009.

A nova diretoria tem pecado pela lentidão. Nas dezenas de reuniões que acontecem diariamente em São Januário, pouco se vê de resultado prático. Os encontros com parceiros como o Habib’s e a MRV – Engenharia demoraram mais de 15 dias para acontecer. Isso sem contar as empresas que já demonstraram interesse – entre elas algumas multinacionais – e que esbarram na morosidade do clube.

Outro projeto que pode ajudar muito ao clube está no momento parado: o do sócio-torcedor. Segundo o vice-presidente de marketing, José Henrique Coelho, há irregularidades da gestão passada e ele foi paralisado.

Positivo

Em compensação, as promoções com os atuais parceiros no intervalo dos jogos foi bem aceita pela torcida.

A instalação de uma auditoria também foi aprovada pelos torcedores que, assim como Dinamite, querem saber os números totais da dívida do clube, estimada em mais de R$ 250 milhões. A redução do número de vice-presidências de 16 para oito, por medida de economia, também foi positiva. Já a demissão de 26 funcionários – dez jogadores e 16 profissionais de outros setores – acabou tendo efeito contrário num primeiro momento. Como o clube não teve dinheiro para fazer o acerto da homologação da rescisão, terá de pagar ainda aos 16 demitidos um salário extra.

Outra promessa de campanha foi a volta da camisa 11, aposentada por Eurico Miranda. Como garantira Dinamite, ela voltou no jogo contra o Figueirense.

A liberdade de imprensa é outro grande diferencial positivo dos primeiros 30 dias da administração Dinamite. A restrição que alguns veículos de comunicação sofriam para entrar em São Januário acabou. Hoje qualquer jornalista circula pelo estádio sem nenhuma restrição. Mas ainda é difícil conversar com o presidente, que tem uma agenda muito concorrida por ser deputado estadual.

Os erros de comunicação da nova gestão e os desmentidos de vários dirigentes causaram situações constrangedoras nas primeiras semanas. Quem passou por várias ‘saias-justas’ foi o vice-presidente de futebol, Manuel Fontes, o Neca. Dois exemplos clássicos foram a demissão de Paulo Angioni – que ele desmentiu e que Dinamite confirmou meia hora depois – e a venda do atacante Philippe Coutinho. A uma emissora de rádio, Neca confirmou a venda, para outra desmentiu. O mesmo caso aconteceu com o vice presidente médico, Manuel Moutinho. Ele jurou ao JB que não demitiria os sete fisioterapeutas e menos de dez dias depois mandou todos embora.

Outra fato que desagradou aos torcedores da colônia portuguesa foi presidente ter permitido que pastores da Igreja Universal benzessem São Januário. O Vasco sempre foi um clube de forte tradição católica.

Fonte: Jornal do Brasil
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