Clube

Diretoria deve apurar participação de vascaínos envolvidos na briga em São P

No dia seguinte a mais um conflito entre torcidas organizadas que acabou em morte, o passo à frente rumo à ruptura definitiva entre clubes e grupos violentos não foi dado.

Ontem, a diretoria do Vasco evitou um posicionamento oficial após a guerra entre vascaínos e corintianos em São Paulo. O clube mantém um subsídio às organizadas na compra de ingressos e vê o corte do benefício apenas como tendência para o futuro.

Hoje, o Vasco separa carga de 500 a mil ingressos por jogo, vendidos pela metade do preço às organizadas.

Integrantes destas torcidas estavam entre os torcedores flagrados no conflito de quarta-feira e detidos pela polícia.

— A concessão de privilégios não tem a ver com o que aconteceu. Foi uma emboscada na Marginal Tietê, distante do estádio. Há um problema grave de relacionamento entre as torcidas, mas é um fenômeno que ocorre fora do estádio. E a torcida do Vasco se defendeu de uma agressão brutal — disse o vice de futebol do clube, José Hamílton Mandarino.

Clube promete apurar envolvidos

Mandarino e o presidente Roberto Dinamite concordam, no entanto, que a relação deve ser repensada. Apesar de o discurso, por vezes, resvalar na defesa de sua torcida, os dirigentes preveem o corte de benefícios como uma medida de longo prazo, embora dependente do novo plano de sócios e de fidelização lançado pelo Vasco.

— A tendência é que isto seja extinto com o plano de fidelidade. O associado já terá ingresso pela metade do preço. Hoje, o Vasco não dá nada além disto. Por vezes, um conselheiro pode dar uma bandeira ou algo mais.

Mas são intervenções inocentes — diz Mandarino. — Mas é o momento de discutir este tema, sim. Este episódio deve servir de referência.

O Vasco prometeu, no entanto, apurar o envolvimento de seus torcedores no confronto de quarta-feira.

— Quem monta uma torcida, tem que se precaver para controlar isto.

O Vasco não apoia qualquer comportamento violento. Mas, hoje, não posso julgar nada — disse Roberto Dinamite.

— Vamos avaliar o problema, sim.

E ver se houve responsabilidade nossa.

Não acredito no que falaram sobre torcedores do Vasco armados.

Normalmente, há revista na entrada de São Paulo — afirmou Mandarino.

O subsídio às torcidas tem custo para o clube. Há cerca de três meses, o Vasco anunciou que o teto de ingressos vendidos pela metade do preço era de mil. Agora, segundo Mandarino, está mais próximo de 500, mas varia de acordo com a importância do jogo. O presidente Roberto Dinamite informou que o Vasco paga o valor que é descontado do preço cheio dos bilhetes para venda às organizadas. O clube garantiu que não dá qualquer outro tipo de benefício.

Recentemente, no entanto, dirigentes do clube almoçavam no restaurante da sede com membros de torcidas organizadas.

— Iríamos lançar o plano de fidelidade e queríamos ouvir a opinião deles. Nada além disso — afirmou Mandarino.

Fonte: O Globo
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