Do céu ao inferno em 4 passos: Os erros do Vasco na final do Carioca

09/04/2018 às 19h26 - FUTEBOL

Perder uma final nunca é fácil. Para o Vasco, da forma, que foi, pior ainda. O gol de Carli, aos 49 minutos do segundo tempo, levou a partida para os pênaltis. Lá, 4 a 3 para o Botafogo, que se sagrou campeão carioca. Com a "dor" no peito, como Zé Ricardo afirmou, é hora de aprender com os erros que aconteceram no Maracanã para seguir a temporada 2018. Confira as quatro principais falhas da perda do título, e o que o Gigante da Colina deve tirar de lição: 

1º - UM ERRO QUE REFLETE A NECESSIDADE 

O Vasco entrou no Maracanã com a vantagem por ter vencido o primeiro jogo da final por 3 a 2.. Aos 25 minutos do primeiro tempo, Pikachu bateu cruzado de fora da área, Gatito soltou a bola no pé de Riascos que, sozinho, não conseguiu empurrar para a rede.

Um lance fácil para um centroavante e esperança de gols de uma grande equipe. Não só isso: deixaria o Botafogo precisando de dois gols para levar a partida para os pênaltis contra um Vasco bem postado e disciplinado por Zé Ricardo. 

Lição: Riascos tem 17 partidas (10 como titular) em 2018 e apenas três gols. O outro atacante com quem disputa vaga não é centroavante de ofício. Andrés Ríos, atuando pelas pontas, é muito mais efetivo. Ou seja: o Vasco precisa da contratação de um 'camisa 9'. Apesar do ataque ser produtivo (38 gols em 21 jogos), o artilheiro da equipe é Yago Pikachu (7), um meia/lateral, que mostra o quanto o Cruz-Maltino carece de uma referência. 

2º -  A FALHA INDIVIDUAL QUE DESMONTA PLANEJAMENTOS 

Zé Ricardo optou por uma formação com quatro laterais: Rafael Galhardo e Pikachu na direita e Fabrício e Henrique na esquerda. A escolha estava neutralizando as jogadas de ponta do Botafogo, mas o camisa 6, aos 36 minutos do primeiro tempo, exagerou: com uma dura entrada em Luiz Fernando - que teve que sair do jogo - acertou a panturrilha e o tornozelo do atleta rival. Resultado: cartão vermelho e o Vasco ficou com um a menos por 63 minutos. 

Em baixo nível técnico desde que chegou ao Vasco, mesmo com o gol decisivo na semifinal diante do Fluminense, não é a primeira vez que o lateral se complica desta forma. Com o Cruzeiro, diante do Santos, levou dois cartões amarelos seguidos: um por reclamação e outro após forte entrada por trás em Marquinhos Gabriel. Pelo Internacional, o caso mais conhecido foi quando fez gestos obscenos após receber vaias da torcida colorada, e acabou expulso. Em 2013, em um Gre-Nal, foi para o chuveiro mais cedo após acertar um tapa no rosto de Ramiro.

Lição: Fabrício disse que viu o lance "muitas vezes" e, para ele, merecia apenas um amarelo. É hora de refletir. Brigar com a imagem não vai adiantar, principalmente pelo retrospecto temperamental que já apresentou. Aos 31 anos, com passagens por grandes clubes brasileiros, precisa amadurecer para mostrar seu futebol no Vasco e não prejudicar o time em momentos cruciais. E isso também é papel de Zé Ricardo na hora da correção. O alento para a torcida é que Ramon, considerado titular absoluto, está próximo do retorno (cerca de 15 dias) após grave lesão no joelho. 

Fonte: Esporte Interativo

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