Futebol

Edmundo sobre final do Carioca: "Para o Vasco voltar a ser o que era'

Lembrar de Edmundo é pensar no clássico entre Vasco e Flamengo. Faz vascaínos suspirarem e rubro-negros sentirem calafrios. Remete a uma relação de forças diferente da atual. É pelo retorno daquilo que o time de São Januário foi enquanto o camisa 10 esteve em campo que o agora ex-jogador torce. O pontapé, segundo ele, precisa ser dado neste domingo, no Maracanã, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca.
Edmundo conhece como poucos o verdadeiro peso do Clássico dos Milhões. Entende que classificá-lo como um campeonato à parte não é apenas retórica. Em tempos de Vasco em baixa, na Série B, com torcedores pouco motivados e notícias ruins mais frequentes do que boas, a guinada tem de passar pelo fim do jejum de quase 26 anos sem vitórias sobre o Flamengo em finais:

- Essa final precisa ser encarada como um primeiro passo para o Vasco voltar a ser o que era. Principalmente por ser contra o Flamengo. O momento do Vasco é melhor. Um título vai acabar com as estatísticas ruins, e o torcedor precisa disso, para ele estar feliz e voltar a alimentar o clube, a ir aos jogos, comprar camisas. Para que o Vasco volte a ser grande.

O ex-atacante, em quase 40 minutos de conversa, abre o maior sorriso quando se lembra da atmosfera que cercava o clássico: o cerco dos vascaínos ao ônibus na chegada ao Maracanã, o aquecimento no vestiário debaixo da arquibancada do lado de onde ficava a torcida, a subida ao gramado diante de quase 100 mil pessoas em dias de casa cheia.

Eram os instantes que antecediam o show que a torcida vascaína esperava e que Edmundo se preparava para dar. Foram nada menos que 14 gols em 18 clássicos — o time rubro-negro foi sua maior vítima com a camisa vascaína. O equilíbrio no retrospecto (seis vitórias, seis empates e seis derrotas) dá bem a dimensão do esforço que foi preciso para escrever o nome na história do confronto.

- Na semana de jogo contra o Flamengo, eu treinava mais, me alimentava melhor, dormia mais, descansava mais, tudo para o clássico. Em um jogo como esse, a atleta tem de se doar mais - ensina.

Depois de tanta tensão, o alívio surgia em forma de gol. Na atuação histórica contra o Flamengo, na fase decisiva do Campeonato Brasileiro de 1997, o terceiro gol marcado na goleada por 4 a 1 foi comemorado com uma rebolada que está viva até hoje na memória dos vascaínos:

- Quando eu vejo, às vezes me envergonho (risos). Não sei por que comemorei assim. Foi para extravasar a alegria. Era muita pressão. Eu queria muito ganhar aqueles jogos - lembra.


Torcida para que Edmílson repita o feito de três gols sobre o Flamengo

Edmundo admite sentir saudade da sensação de atuar em um Clássico dos Milhões. Mas o tempo passou, levou sua carreira embora e abriu caminho para o surgimento novos heróis. Edmílson, por exemplo, é candidato a fazer as vezes do eterno camisa 10. Chamado até de Edmundo Negro por torcedores em momento de maior empolgação, o atual camisa 7 é apontado pelo Animal como o favorito para ser o grande nome do Vasco na decisão que começa hoje:

- Ele é o grande personagem do time atualmente. Eu vejo nele características parecidas com as minhas, como a entrega. Ele deixou o jogo contra o Fluminense sentindo cãibras. Isso vai ser fundamental. Em um jogo como esse fazer o simples não basta. Quem sabe ele não consegue se reinventar e marcar três gols no clássico, como eu?

Edmundo ainda destaca a importância da partida para quem quer entrar para história do Vasco. Segundo ele, clubes vivem de ídolos. No Vasco, ídolos são feitos, em boa parte, de grandes atuações contra o Flamengo.

- A vitória sobre o Flamengo alimenta a torcida. É a rivalidade da cidade. É a chance de agradar amigos, de irritar quem a gente não gosta (risos). É o clássico da minha vida - resumiu.

Fonte: Extra
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Jogos
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Gols
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Cartões
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