Futebol

Evair relembra campanha do tricampeonato de 1997 do Vasco

Há 14 anos, a fama de vice era do rival, que perdera um Estadual e uma Supercopa em 1995 — no aniversário de 100 anos do clube —, uma Copa do Brasil e um Rio-São Paulo, antes do Campeonato Brasileiro perfeito do Vasco. No dia 3 de dezembro de 1997, a pressão era em cima do Flamengo, que precisava vencer o Vasco, no Maracanã, e ainda torcer por uma derrota do time de melhor campanha na última partida da segunda fase do campeonato.

Após um empate por 1 a 1, em que o então técnico Paulo Autuori conseguiu anular Edmundo, o Vasco de Antônio Lopes entrou tranquilo para enfrentar o Flamengo. Muito diferente do que acontece hoje em dia, quando a pressão sobre mais uma derrota em partida decisiva — como aconteceu nos pênaltis no Carioca deste ano — atormenta os vascaínos.

— A nossa vantagem era muito grande. Tínhamos uma certa tranquilidade, sabíamos que eles iam sair para o jogo e que, no contra-ataque, poderíamos contar com a velocidade do Edmundo — lembrou Evair.

Hoje com 46 anos, o ex-atacante, ídolo do Palmeiras e tricampeão brasileiro — duas vezes pelo Verdão, uma pelo Vasco — vê suas antigas casas de braços dados pelo título. O Palmeiras pode tirar o título do Corinthians em caso de vitória combinada com o brilho do Vasco sobre o Rubro-negro. Impossível não viajar no tempo em que, como coadjuvante de Edmundo, levou o Vasco a um show.

— Fiz uma função diferente. Jogava como pivô, para o Edmundo e para os avanços do Ramon e do Juninho. Também tinha a obrigação de não deixar volantes saírem para o jogo — disse ele, que considerou a dupla que formou com Edmundo no Vasco melhor do que o ataque que os dois fizeram no Palmeiras.

— Apesar do pavio curto que ele sempre teve, no Vasco já tínhamos certa experiência. Eu estava com 32, 33 anos. Ele tinha passado por muitas dificuldades e as superou. Antes, tinha hora que era para cruzar, ele chutava. Fomos melhores no Vasco. Com o amadurecimento, você tende a crescer.

Recheado de elogios àquele Vasco, Evair nem pensa em comparar as erquipes.

— O Palmeiras tinha Roberto Carlos, Antônio Carlos, Cleber, Zinho, Cesár Sampaio, jogadores que fizeram sucesso na seleção também. Não desmerecendo ninguém, mas era mais forte sim.

Campeão da Libertadores em 1999, como reserva, pelo Palmeiras, Evair saiu do Vasco em seguida ao título — nem mesmo saiu na foto oficial do título.

— O Eurico achou que poderia diminuir meu salário. Foi isso, pelo menos, que chegou até a mim. Como, sendo campeão, iriam abaixar meu salário. Não aceitei e fui para a Portuguesa.

Para os jogos de amanhã, Evair vê a vantagem do Corinthians de outra forma.

— Quem tem muito a perder é o Corinthians. O Palmeiras, por exemplo, só tem a ganhar. Entra mais relaxado — lembrou.

Tão relaxado quanto o Vasco há 14 anos. Com três gols, Edmundo regeu a goleada de 4 a 1 sobre o Flamengo e ainda quebrou o recorde de gols numa edição de Campeonato Brasileiro, chegando aos 29 gols. Bom presságio.

Fonte: Blog Jogo Extra
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