Futebol

Felipe deu oito passes enquanto esteve em campo contra a Ponte

A ordem era deixar a ajuda na marcação de lado e se concentrar em municiar os atacantes com tabelas, passes e dribles insinuantes. Na teoria, parecia promissor para Felipe, mas, na prática, a atuação do Vasco diante da Ponte Preta, neste domingo, em Campinas (confira os melhores momentos do 0 a 0), não permitiu que essas alternativas saíssem do papel. Apesar de o técnico Marcelo Oliveira ter oferecido um esquema que privilegiasse seu camisa 6, a produção foi nula diante de alguns fatores: marcação rival, falta de ritmo e até o hábito de recuar para armar o time.

Logo aos quatro minutos, o primeiro indício de que a tarde não era do Maestro: cartão amarelo por falta em seu campo. Mais alguns minutos e um lançamento errado para Eder Luis em um contragolpe perigoso, que fez o chefe levar às mãos à cabeça à beira do gramado. Vigiado de perto e notando a dificuldade na saída de bola, Felipe voltou e dividiu a função com Juninho e Wendel. No entanto, criou um buraco entre o meio e o ataque, antes preenchido por ele.

Incomodado com o cenário, reclamou e tentou solucionar na base do papo, puxando um outro companheiro para orientar. De nada adiantou. O mais perto que passou da área foi quando a cruzou para bater um escanteio, após combinar com o Reizinho. Na volta do intervalo, o Vasco até avançou e ganhou terreno. Felipe, que só distribuiu oito passes ao todo, cresceu, fez duas jogadas a seu estilo - em uma, o goleiro antecipou bom cruzamento que chegava para Alecsandro. Mas cansou, na visão de Oliveira, e foi sacado aos 14 minutos para a entrada de Jhon Cley, que, coincidência ou não, melhorou a equipe ofensivamente.

Compreensivo, o treinador lamentou o fracasso da tentativa e a falta de brilho com a dupla de ídolos no setor, situação que só ocorreu em menos de 25% das vezes neste Campeonato Brasileiro - oito em 26, sendo que apenas quatro dividindo espaço no meio de campo. As justificativas dão esperança de que na reta final o desempenho dele e de outros vá melhorar.

- Percebo que alguns votlam de lesão ou tempo parado, como Renato Silva, Eder e o próprio Felipe. É difícil render o melhor possível assim. A ideia era que ele não voltasse tanto realmente e ajudasse os atacantes ficando mais próximo, com dribles, batendo de longe a gol, o que não aconteceu nenhuma vez. Foi muito bem marcado. Depois, preferi colocar um jogador que dese mais mobilidade por estar descansado e acho que melhoramos bem - crê.

Ao deixar o banco de reservas, quando a bola parou de rolar, Felipe caminhou lentamente, sozinho, pensativo e com as mãos para trás, sem saber seu futuro entre os titulares. Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Figueirense, domingo, em São Januário, e a chance de Carlos Alberto retornar abre espaço para nova disputa de posição. Tenorio também volta e pode substituir Eder Luis. A defesa é que virou problema, com as suspensões de Jonas e Renato Silva, e a preocupação por William Matheus, que saiu com dores na coxa esquerda.

Fonte: ge
  • Quarta-feira, 20/05/2026 às 19h00
    Vasco Vasco 1
    Olimpia Olimpia 3
    Copa Sul-Americana Defensores del Chaco
  • Domingo, 24/05/2026 às 20h30
    Vasco Vasco
    Red Bull Bragantino Red Bull Bragantino
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
  • Quarta-feira, 27/05/2026 às 19h00
    Vasco Vasco
    Barracas Barracas
    Copa Sul-Americana São Januário
  • Domingo, 31/05/2026 às 16h00
    Vasco Vasco
    Atlético-MG Atlético-MG
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
Artilheiro
Spinelli 6
Jogos
Vitórias 13 (40,63%)
Empates 9 (28,13%)
Derrotas 10 (31,25%)
Total 32
Gols
Marcados 46 (54,76%)
Sofrido 38 (45,24%)
Total 84
Saldo 8
Cartões
Amarelos 66 (89,19%)
Vermelhos 8 (10,81%)
Total 74