Futebol

Felipe marcou contra o Atlético-GO seu 25º gol pelo Vasco

O gol marcado na vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-GO, domingo, no Serra Dourada, foi o quatro de Felipe na temporada. Como ele mesmo diz, \"algo raro em sua carreira\", cada momento deste a partir de agora será bastante comemorado. Aos 33 anos, o meia não anunciou o fim da carreira, mas já deu sinais que não prolongará sua presença em campo muito além do que o corpo suportará.

No Serra Dourada, Felipe parecia o jovem de 18 anos que iniciava a carreira no clube. Correu feito criança balançando os braços pedindo a presença dos companheiros. “Sempre digo que gol é algo raro na minha carreira. E este foi muito bonito. Então tive que comemorar. Mas o importante foi a vitória do Vasco”, comentou o camisa 6 cruzmaltino.

A frase que mais chamou a atenção do meia este foi às vésperas da goleada de 9 a 0 sobre o América, em fevereiro. O time vinha de uma vitória de 3 a 0 sobre o Americano, na estreia de Ricardo Gomes, e precisava de outro resultado convincente para criar um ambiente positivo no grupo, já que, antes da chegada do treinador, o Vasco sofrera quatro derrotas seguidas e empatara com o Volta Redonda.

Perguntado se ajudaria com um gol, o meia respondeu, de primeira: “É mais fácil a estátua do Romário (homenagem ao Baixinho atrás do gol da piscina em São Januário) fazer gol. Eu gosto de passes, de dribles e, quando pinta uma chance, faço um golzinho, mas é raro”, brincou o jogador, sem saber que marcaria um dos nove gols da história goleada.

Ao todo, Felipe vestiu a camisa do Vasco 309 vezes. Títulos também foram muitos pelo clube da Colina: Brasileiros de 97 e 2000, Carioca de 98, Libertadores de 98, Rio-São Paulo de 99 e Mercosul de 2000. Mas gols, de fato, não foram tantos diante deste vasto repertório de conquistas: apenas 25. Vale lembrar que Felipe iniciou a carreira como lateral-esquerdo – posição que o afasta do gol.

Entre os gols que ele destaca na carreira, um foi inesquecível, em 2000, na goleada do Vasco por 5 a 1 sobre o rival Flamengo, no Maracanã, na final da Taça Guanabara – primeiro turno do Campeonato Carioca -, que entrou para a história como “jogo do chocolate”, pois era domingo de Páscoa. O time rubro-negro saíra na frente, com Leandro Machado, e o então lateral empatou, ainda no primeiro tempo. Romário faria três e Pedrinho completaria o placar.

“Pela rivalidade, este gol foi importante. A bola sobrou para mim depois de bater na trave numa cobrança de escanteio e eu emendei de primeira”.

Fonte: iG Esportes
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