Futebol

Felipe quer retornar aos gramados ainda em setembro

Felipe completou 34 anos nesta sexta-feira e, recuperando-se de uma artroscopia no joelho direito, treinou sozinho na praia, longe do alcance da farinha e dos ovos tradicionais nos aniversários dos boleiros. Segundo jogador mais velho do Vasco, atrás apenas de Juninho Pernambucano (36), o apoiador não pensa em aposentadoria. Felipe está empolgado com a boa fase do Vasco e só pensa em voltar logo ao time. Fora de campo, acompanha o sofrimento do técnico Ricardo Gomes, drama que o faz sonhar com a mudança de mentalidade no futebol brasileiro.

Você completou hoje (ontem) 34 anos. Qual é o seu presente?

É saber que estou melhorando. Antes do fim de setembro, vou voltar. Treinei hoje (ontem) na praia e meu joelho não inchou. Devo estar treinando com o grupo já no meio da semana que vem.

Pelo visto, não está planejando a aposentadoria...


Estou ansioso para voltar e feliz por fazer o que gosto. Apesar das viagens e concentração, meu prazer de jogar está maior. Além da conquista da Copa do Brasil, essa boa campanha no Campeonato Brasileiro mostra que o Vasco vai brigar até o fim. Isso é motivante demais.

Como você está encarando na carreira essa nova fase de substituições e banco de reservas?


Estou tranquilo. É normal. O futebol, hoje, está muito corrido. Se os jogadores de 20 anos são substituídos, quem sou eu para reclamar? Isso mostra que o elenco do Vasco está num bom nível.

Mas, antigamente, você não aceitaria ser substituído. Essa mentalidade tem a ver com a idade?


Quando eu tinha 18 anos, eu dificilmente aceitaria o banco, mas o treinador não seria maluco de me poupar, né?

Você foi o primeiro jogador a ir ao hospital quando Ricardo Gomes foi internado, no domingo. O que passou pela sua cabeça?

Eu estava em casa, assistindo ao jogo, e, operado, não podia ficar andando para cima e para baixo. Fiquei muito assustado quando vi a imagem na televisão. Minha preocupação teve a ver com a pessoa sensacional que é o Ricardo Gomes. É o melhor com quem já trabalhei. Fiquei assustado, comecei a telefonar, tomei banho, peguei o carro e fui até lá.

Ricardo foi um atleta exemplar. Você, jogador, vai mudar algum hábito após esse drama?


Isso mostra que a gente tem que se cuidar. Só isso. Acho que o que precisa mudar é a cultura do futebol brasileiro. Ricardo não teve nada enquanto estava jantando. Aconteceu durante o trabalho, num clube grande, num jogo importante. A cultura do futebol é assim: Renê Simões e Joel Santana já foram demitidos. Essa situação deve ser revista. Lá fora, é normal um treinador ficar anos e anos no cargo. Aqui, é só pressão. Tudo tem que acontecer a curto prazo. É o mundo do futebol que precisa ser repensado.

Fonte: Extra Online
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