Futebol

Fellipe Bastos analisa sua fase atual e jogo contra o Corinthians

Desde o pênalti perdido na final da Taça Rio que Fellipe Bastos já não era o mesmo volante no time do Vasco. Jogador hábil, com facilidade para jogar em mais de uma posição no meio de campo, Bastos mostra técnica com a bola nas duas pernas, chutes fortes e bom combate no meio de campo, mas parecia ter perdido a confiança depois da derrota para o arquirrival. Agora, de volta ao time - depois de superar uma contusão que o afastou mais de dois meses do time -, Fellipe foi muito bem novamente, tanto ao substituir Juninho nos últimos jogos como também quando entrou na vaga de Eder Luis na última partida, contra o Cruzeiro. Durante o jogo, ele ainda foi inteligente ao alertar que poderia ser expulso e pedir para sair do jogo, por que já tinha levado cartão amarelo no primeiro tempo.

- O juiz (Fabrício Correia Neves, do Rio Grande do Sul) disse para o Juninho que o ‘21 era dele’. Quando ele me contou isso, fui logo falar com o Cristóvão (Borges, auxiliar-técnico do Vasco) para me tirar. Na minha posição, às vezes é complicado deixar de disputar uma bola. Por isso, achamos (eu e Cristóvão) que era melhor eu sair - contou o jovem jogador de 21 anos.

Ele lamenta sair do time agora, quando voltou a jogar muito bem e num momento especial do Vasco, líder do Brasileiro.

- É uma final, né. Um jogo muito decisivo para Vasco e Corinthians. Fiquei muito chateado com o terceiro cartão amarelo, mas confio nos meus companheiros - disse Fellipe Bastos.

Sobre o tempo que ficou fora do time, por contusão e por opção técnica, em alguns momentos, Bastos viu um lado positivo.

- Foram mais de dois meses parado, mas foi para colocar botar a cabeça no lugar, pensar um pouco em como estava jogando no meio de campo - contou ele.

Questionado se a versatilidade que mostra em campo não dá uma responsabilidade a mais tanto na marcação quanto no ataque, ele reconheceu essa obrigação a mais no seu posicionamento. E revelou duas pessoas que o ajudaram nesse período.

- Acho que acaba tendo essa pressão em cima de mim, por que uma das coisas boas que tenho de forte é a saída de bola. Mas na marcação eu estava deixando a desejar em alguns jogos no início do ano. O Ricardo falava muito disso comigo, o Cristóvão, agora, também fala. Eles sabem que se eu me aperfeiçoar na marcação eu posso me sobressair.

Fonte: Extra Online
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