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Feminino Base: Conheça a história a história de Kaylane

21/07/2019 às 11h08 - CATEGORIAS DE BASE
Foto: Laura Zagp/Reprodução
Kaylane
Quantas história do futebol feminino não começam com meninas jogando na rua com meninos? Kaylane não foge a “regra”. A meio-campista do Vasco deu os primeiros toques na bola com 8 anos na comunidade onde mora, em Acari. E foi lá mesmo que as oportunidades começaram a parecer. Há três anos, a carioca é jogadora da base do cruz-maltino. Com a camisa do time, disputa o primeiro Campeonato Feminino Sub-18.

- Eu comecei a jogar bola com 8 anos, lá no Mangueirinha. Eu jogava com os moleques pequenos e queria muito disputar a Taça das Favelas, mas eu não tinha a idade mínima de 15 anos para poder jogar. Um treinador falou para a minha mãe que eu poderia fazer o teste no Vasco e eu fiz - conta Kaylane.

Mas nem tudo foi fácil, a começar pelo primeiro dia no Vasco. No dia do teste, um engarrafamento na Avenida Brasil, uma das principais vias no Rio de Janeiro, quase frustou os sonhos de Kaylane. 

- No primeiro dia de treino no Vasco, eu cheguei atrasada. Eu fiz a minha mãe que carregava minha irmã no colo andar a Avenida Brasil da passarela 12 a 5 (cerca de 10 km). Estava muito trânsito e eu falando “bora mãe, vamos chegar atrasadas”. Cheguei atrasada, mas fiz o teste e passei - relembra. 

No Grupo F, o Vasco disputa o Campeonato Brasileiro Feminino Sub-18 na sede de Belém, Pará. Além de proporcionar o primeiro contato em uma competição nacional, a disputa do torneio trouxe outras experiências, como voar pela primeira vez de avião.

- Eu fiquei com muito medo, ainda mais quando o avião subiu. Eu fiquei muito nervosa, mas aí quando chegou lá em cima fiquei tranquila. Eu dormi demais também - conta. 

O sonho de Kaylane é semelhante ao de muitas meninas que estão disputando o Campeonato Brasileiro Feminino Sub-18, chegar um dia à Seleção. A competição é vista de forma especial para a atleta. 

- Essa competição pode fazer com que várias coisas apareçam pra gente. Isso pode melhorar muito para o futebol feminino. Estou achando importante estar aqui pode surgir oportunidades pra mim, outros times, jogar fora, quem sabe um dia eu não vou pra Seleção - comenta.

Fonte: CBF