Futebol

Flamengo e Vasco colocam em campo estilos ofensivos diferentes

Flamengo e Vasco colocam em campo neste domingo, às 16h, no Nilton Santos, ideias de jogo distintas para a fase ofensiva. São duas equipes que visam o gol por caminhos diferentes, cada uma adequada às suas necessidades. São trajetos que afetam o perfil da artilharia de Gabigol e Raniel. 

Paulo Sousa chegou ao Flamengo encantado com o poderio ofensivo do elenco. Como já havia pedido Pedro quando era do Bordeaux, indicou que o centroavante teria mais tempo. E cumpriu a promessa. No entanto, esboçou um time que teve Arrascaeta e Gabigol por trás de Pedro, uma vez que Bruno Henrique demorou a estrear na temporada por conta de uma lesão.

Com força máxima à disposição, o técnico tem voltado à formação titular clássica, com o trio formado por Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol. Ao alternar as duas formações, muda principalmente a forma de o camisa 9 jogar. E tem obtido boas respostas quando Gabi cai pelas pontas e precisa fechar o meio-campo.

Também já testou Gabi e Pedro juntos ao lado de Bruno Henrique, que assim como Arrascaeta, faz uma função um pouco diferente, mais por dentro, já que há alas dos dois lados para apoiar o ataque: Lázaro ou Everton Ribeiro na esquerda, Rodinei na direita.

Com a orientação para os volantes chegarem bem na frente, o Flamengo costuma rondar o rival e atacar com sete jogadores. A presença no campo ofensivo recua as linhas defensivas adversárias e faz com que Gabigol jogue bem enfiado. Não é à toa que, de seis gols em 2022, dois vieram de chutes de dentro da pequena área.

Já Raniel, com a mesma quantidade de gols na temporada, constrói sua artilharia por vias diferentes, moldadas pela forma com que o Vasco gosta de chegar ao gol neste início de temporada.

Zé Ricardo armou a equipe para jogar com as linhas mais baixas, fazendo transição rápida basicamente dependente de Nenê, Gabriel Pec e do próprio camisa 9.

Raniel precisa estar dentro da área e, como o Vasco tenta sempre encontrar as defesas adversárias desarrumadas, ele deve atacar os espaços. O cruzamento vai vir e ele tem utilizado a boa mobilidade e impulsão para cabecear. São três gols de cabeça no ano.

O Vasco ataca com Gabriel Pec geralmente pela esquerda e Nenê joga como um atacante de mobilidade. Com dois passos para trás, vira o meia de criação, responsável por três assistências para Raniel. Mais um pouco adiantado, entra na área para finalizar. Juninho, que tem bom arranque e condução de bola, tenta ajudar na transição.

Fonte: extra.globo
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