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Fragilidade emocional do time vascaíno chama a atenção ao longo do BR2020

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A limitação do elenco do Vasco é notória, mas vem chamando a atenção, ao longo do Brasileiro, a fragilidade emocional do time. Em momentos distintos, com treinadores diferentes, a equipe teve atuações apáticas e foi goleada.

Com o 3 a 0 para o Fortaleza, já são sete derrotas com diferença de três ou mais gols no Campeonato Brasileiro. Em comum, o descontrole emocional após sofrer o primeiro gol. Em todas elas o time se desestabilizou, deixou o adversário tomar controle do jogo e não esboçou qualquer reação.

- Começamos bem o jogo, apertamos eles, tivemos uma bola na trave. Depois do gol, houve um descontrole. Não conseguimos fazer o que treinamos. Não fizemos o que traçamos para o jogo. É lamentar e vida que segue – analisou Luxemburgo, após a derrota do Fortaleza.

Das sete goleadas sofridas, apenas na derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG, ainda sob o comando de Ramon Menezes, o Vasco saiu na frente. Ainda assim, logo sofreu o empate e levou quatro gols antes do intervalo.

Poder de reação, aliás, tem sido algo praticamente nulo na campanha do Vasco no Brasileirão. Em 35 rodadas, o time não conseguiu sequer uma virada na competição.

- Se tivéssemos poder reação, em uma situação diferente, nós não estaríamos brigando nessas posições, né? Então é uma coisa que está caracterizada e temos que entender que estamos na parte de baixo da tabela. Se tomar um gol, fica difícil. Então, há uma série de coisas que sabemos que existem e que não queremos ficar tratando elas na parte externa, porque não traz benefício nenhum – disse Luxa.

Ser vazado é praticamente sinônimo de derrota

Além de não ter virado jogos, mais um sintoma do quase inexistente poder de reação da equipe no Brasileiro, o Vasco dificilmente consegue empatar uma partida após sofrer o primeiro gol. Saiu perdendo 16 vezes na competição, mas só chegou à igualdade nos jogos com Santos, Fluminense e Palmeiras.

Contra o Peixe, ficou em desvantagem duas vezes, mas chegou ao 2 a 2. Diante do Tricolor, empatou nos acréscimos do duelo em São Januário: 1 a 1. O mesmo placar foi construído com o Palmeiras, no Allianz Parque, quando Benítez igualou com um golaço de falta - Breno Lopes havia aberto o placar.

Quarta pior defesa

O curioso é que o Vasco, principalmente na primeira parte do campeonato, teve o setor defensivo elogiado. Foi com uma defesa sólida que o time venceu os três primeiros jogos, chegou a liderar o Brasileiro e navegou pela parte de cima da tabela durante boa parte do primeiro turno.

Os zagueiros, aliás, estão longe de serem os pontos fracos da equipe. Apesar de ter passado por um momento ruim sob o comando de Ricardo Sá Pinto, Leandro Castan é capitão e um dos protagonistas do Vasco. Ricardo Graça e Marcelo Alves vinham de boas atuações recentes. E o Vasco não sofreu gol em 10 das 35 rodadas do Brasileirão.

Nessas sete goleadas sofridas, no entanto, o Vasco levou 25 dos 52 gols, quase 50% das vezes em que foi vazado em todo Brasileirão. Hoje, o clube tem a quarta pior defesa da competição, à frente somente de Goiás (60), Botafogo (58) e Bahia (58).

Contra o Inter, é provável que Graça e Castan joguem juntos pela primeira vez sob o comando de Luxemburgo, uma vez que Marcelo Alves está suspenso. Quando chegou ao Vasco, no início do ano, o treinador trabalhou com essa dupla para sua estreia contra o Atlético-GO. No entanto, na véspera da partida, Ricardo Graça teve uma crise de apendicite e precisou ser operado. Werley atuou ao lado de Castan.

Fonte: ge
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