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Gilmar Ferreira solta o verbo sobre o momento do Vasco, Pedrinho e Diniz

O Vasco perdeu para o Corinthians, em São Januário, por 3 a 2, e expôs mais uma vez sua fragilidade. Mas já não falo da fragilidade do time que teve um volante como zagueiro e um atacante como volante. Não é isso. Me refiro ao vazio institucional que impera há alguns anos e que Pedro Paulo, o presidente atual, não consegue preencher. Não dá para aceitar que um treinador que tem só seis vitórias nos últimos 34 jogos disputados à frente de TRÊS diferentes equipes siga priorizando suas experiências em detrimento dos objetivos do clube. A falta de um pulso forte, responsável e conhecedor da tradição do Vasco, está descaracterizando uma instituição que, mesmo quando não tinha jogadores de bom nível técnico, forjava o jogo coletivo com o brio do conjunto. Assim o Vasco da Gama se fez gigante - ou será que essa garotada que hoje lota as arquibancadas e/ou assume protagonismo nas redes sociais acha que o time da Colina foi sempre extraído do elenco milionário que teve entre 1997 e 2001? Em 2019, o ex-comentarista do Sportv “matou a p**” ao chamar a atenção para a necessidade de as ideias do treinador estarem voltadas para “a história é a vocação do clube”. Algo diferente do que ocorre hoje com o clube presidido por essa mesma pessoa. Diniz gesticula, berra e repreende mas não consegue fazer com que seu time se multiplique em campo, fechando espaços e ganhando divididas. Seus jogadores são frouxos na marcação e reticentes na criação. Parecem tensos com o que farão quando tiverem a bola nos pés. Novidade? Claro que não! Foi assim em seu último ano no Fluminense e nos meses seguintes em que serviu o Cruzeiro. E o Vasco também já viu isso. Em 2021, nos 12 jogos da Série B, ele venceu quatro, empatou três e perdeu cinco, não obtendo o retorno à primeira divisão. Na Série A deste ano, completou ontem sua 12ª partida no comando: são três vitórias, três empates e seis derrotas. Detalhe: tanto na Série B quanto na Série A, os times dele sofreram 18 gols - 1,5 gol por partida. Resumindo: Diniz, como a grande maioria dos treinadores, não pode fazer do clube que o emprega um laboratório para afirmação de seus conceitos de jogo. Mas é preciso que seu empregador tenha noção disso. E cobre dele os pontos que evitarão um novo colapso. Salvo se o objetivo for voltar à Série B. 

Fonte: X do jornalista Gilmar Ferreira - EXTRA
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