Grupo Fuzarca emite nota sobre apoio à chapa de Leven Siano

08/10/2020 às 23h02 - POLÍTICA

Nota do Grupo Fuzarca! relativa às Eleições 2020

No dia 8 de outubro de 2018, o ex-Presidente, Eurico Miranda, então Presidente do Conselho de Beneméritos, convocou uma reunião para a Sede da Lagoa. Estiveram presentes vascaínos históricos e representantes de algumas correntes políticas do clube, inclusive o Fuzarca. Também esteve presente a imprensa. A intenção foi realizar uma celebração pública do início de um processo de paz. Pedido manifestado pelo ex-Presidente e assentido pelos presentes, que reforçaram suas palavras na coletiva que se seguiu.

No último triênio, talvez “paz” tenha sido a palavra mais mencionada nos meios políticos vascaínos. A torcida fez sua parte e abraçou o clube nos piores momentos. O quadro político, nem tanto. Talvez, a exceção tenhamos sido nós.

Mantivemos conversas com o grupo Sempre Vasco, não em função de um acerto eleitoral, mas nas negociações da reforma estatutária, estranhamente descartada por eles ao final.

Conversamos com o presidente Campello, tanto a respeito da necessidade de formar uma base política, quanto oferecendo ajuda em questões importantes como o Profut e a final da Taça Guanabara conquistada pelo clube no seu mandato. Recebemos convites para compor a direção que foram descartados para que amor ao Vasco não fosse confundido com o bazar de vaidades presente nos bastidores do clube.

Durante o mandato do Identidade Vasco no Conselho Deliberativo, mantivemos diálogo franco e construtivo com o grupo.

Conversamos com o candidato Jorge Salgado, manifestando respeito à sua candidatura, embora criticando a sua omissão e a postura daqueles a quem se aliou a respeito da Reforma Estatutária.

Também conversamos por mais de um ano com os senhores Luis Manoel Fernandes e Leven Siano.

Perceba-se que, desde então, procuramos, na medida do possível, celebrar algo que pode se chamar intenção de paz, unidade. Mas como se celebra a paz ou a unidade, como são tecidos acordos pensando realmente na Instituição?

Primeiro, cortando na carne. Arestas e radicalismos podem, e devem, ser deixados à margem. Não há lugar para radicalismos, sobretudo os de fachada, fundamentados em interesses e arrogâncias em detrimento do coletivo, Vasco. Consensos possíveis devem ser fomentados. Ainda que a visão primária de clube seja diferente, se a intenção final for a mesma, talvez seja a hora de tentar.

Então, olhe-se no entorno. Quem realmente rumou em direção à paz e/ou unidade, sem abrir mão das convicções, mas cedendo o que poderia ser o suficiente? Qual candidatura parte do princípio de superação de divergências em favor do Vasco? Qual das chapas terá espectro e aspecto político e social amplos?

Foi assim que se quis edificar consensos possíveis também em termos político-eleitorais. Os candidatos Leven Siano e Luis Manoel Fernandes responderam ao chamado. Vários grupos políticos, correntes e muita gente nova fez o mesmo. A renovação será um dos alicerces do futuro político do clube, especialmente quando construída sob um ambiente rearejado de unidade vascaína.  Diga-se, aliás, que a construção deste ambiente está para muito além de resultados das urnas, corresponde a um mínimo de inspiração e aspiração institucional e tem a intenção de continuidade, independente do resultado do processo eleitoral.

Ressalte-se também que, durante tal tentativa de construção, jamais indicamos quem viria de frente para encarar o desafio e o prazer de dirigir o Vasco administrativamente, assim como jamais requisitamos qualquer tipo de contrapartida, cargos, cadeiras no Conselho, benesses. A nossa história na política do clube fala por nós.  Porém, não vamos deixar à parte a capacidade de ajuda e, mais, a experiência, a maturidade política e decisões técnicas e unificadas que foram demonstradas ao longo do último triênio. Temos obrigação de oferecê-las.

Sustentados por este pensamento, decidimos prestar apoio à composição que materializou o esforço pela pacificação e unificação do clube. Entende-se que, afora divergências que precisaram ser contornadas, há o indicativo de que os perfis dos candidatos Leven Siano e Luis Manoel Fernandes podem ser complementares: um, não contaminado pelos ressentimentos presentes na política do clube; outro, com condutas interna e externa que falam por si e dispensam comentários detalhados.

Por fim, é bom deixar claro: há um ódio disseminado a nosso respeito que não nos atinge. O ódio é por conta do apoio que prestamos a Eurico Miranda desde aproximadamente o ano 2000. Não nos arrependemos. Enfrentamos de frente adversidades, não quedamos com a pressão exercida pela imprensa, superamos tudo, não em nome de alguém, mas em nome de uma filosofia. E é em nome desta mesma filosofia, que é regida por um Vasco soberano e, portanto, sem amarras, que estamos dispostos a superar visões que julgávamos incompatíveis com as nossas para oferecer ao clube algo novo. Sim, Somamos.

“A inquietude é a nossa propulsão”. (Eurico Miranda).

Fuzarca!

Fonte: Site Fuzarca