Grupo Identidade Vasco publica nota sobre reabertura do sócio-geral

11/03/2018 às 17h29 - CLUBE

O Conselho Deliberativo do Vasco aprovou, na noite do dia 26 de fevereiro, a reabertura do programa de sócio geral e decidiu ainda, como é o seu dever, fixar os valores das taxas de adesão e mensalidades. A Categoria de Sócio Geral estava fechada há mais de dois anos. Reabri-la foi uma conquista dos vascaínos, mas, infelizmente, predominou, em parte das redes sociais, a polêmica em torno da "majoração" dos preços das adesões e das mensalidades.

O mundo da Lua e os oportunistas

Cobra-se, de forma injusta, "promessa de campanha" em torno dos preços para adesão à categoria sócio geral. O ideal realmente seria que a taxa de adesão fosse mais em conta, como foi dito na campanha. Porém, entre o ideal e o real existe o mundo concreto que faz poderosa mediação. Neste caso, o mundo concreto é representado por um conselho deliberativo de 300 membros divididos em três grandes grupos: os apoiadores da antiga gestão, os apoiadores do candidato derrotado que fazem uma oposição histérica e os que apoiam a nova gestão.

O novo presidente, Alexandre Campello, já em seu discurso de posse adiantou o que seria uma das bandeiras da gestão Identidade Vasco: pacificar o clube. Pacificar o clube, não cansa de explicar o presidente, não significa que deixe de existir oposição, divergências ou mesmo disputas, mas que estas aconteçam dentro de um clima onde prevaleça, sobre estas divergências e disputas, o interesse maior da instituição Club de Regatas Vasco da Gama. Campello propõe deixar para trás uma cultura autofágica que nos últimos anos, por culpa de todos os grupos da política vascaína, mergulhou o Vasco em uma eterna batalha fratricida que impede o Clube de se concentrar em seus adversários e desafios.

A grande maioria do Conselho de Beneméritos, a começar pelo presidente deste poder, Eurico Miranda, e igualmente a maioria do Conselho Deliberativo, dá efetivos sinais de atender ao apelo da nova gestão, repetimos: sem escamotear divergências e visões diferenciadas que são normais em uma entidade da grandeza do Vasco.

Nesta questão da categoria de sócio geral, cuja adesão estava fechada há mais de dois anos, o primeiro problema que se deveria vencer, antes de se falar em preço da adesão e das mensalidades, era a sua reabertura, sem o que a outra discussão era ociosa. Conseguiu-se, com habilidade, o entendimento necessário para garantir a aprovação da reabertura da categoria de sócio geral.

Este paciente trabalho político parte de um pressuposto lógico: no Vasco de hoje é impossível que algum grupo imponha, sozinho, sua visão sobre determinado assunto, dada a fragmentação de forças no Conselho Deliberativo. Daí que o destino final de qualquer proposta depende de se conseguir chegar a uma síntese, capaz de contemplar a diversidade de opiniões. Difícil de entender isso? Não, muito fácil, este é o mundo real, dirá qualquer um que gaste um minuto pensando no assunto. O problema é que tem gente que vive no mundo da Lua, acha que apenas por desejar uma coisa ela tenha que se realizar independentemente dos fatos e da realidade concreta. E, de outro lado, tem gente que tem plena consciência do mundo real, mas adora aproveitar a confusão de quem vive no mundo da Lua para obter dividendos políticos.

Entendendo a síntese

Durante os debates preliminares que formatou a proposta foram constatadas diversas preocupações legítimas. Podemos resumir as preocupações desta forma:

Que a taxa de adesão para sócio geral, proprietário e patrimonial fosse baixa o suficiente para ser compatível com o perfil popular da nossa torcida, mas não tão baixa a ponto de concorrer com o programa de sócio-torcedor e nem tão baixa que favorecesse adesões em massa de forma artificial, visando objetivos eleitorais. Também compareceu ao debate o fenômeno dos sócios estatutários "areias", ou seja, que vão e vêm com o vento, dando pouca estabilidade ao que é um dos principais esteios de um Clube com as características do Vasco: um quadro social estatutário mais ou menos estável.

Este último fenômeno (dos sócios "areias") está ligado, em certa medida, às possíveis adesões artificiais em massa visando objetivos eleitorais mas não só a isto: é preciso, entre outras coisas, valorizar mais o fato de uma pessoa ser sócia estatutária do Vasco, o que, definitivamente, não é uma coisa menor.

Como se vê, uma engenharia complexa conseguir um entendimento que contemplasse todas essas preocupações.

No fim, a síntese alcançada foi a que se conhece. Foi reaberto o sócio-geral, com taxa de adesão de R$ 2.000 (podendo ser parcelada em até quatro vezes) e mensalidade de R$ 70,00. Para sócio proprietário ou patrimonial foi fixado o valor de R$ 2.500 de taxa de adesão com pagamento mensal de R$ 80,00. Em todas estas taxas as mulheres têm desconto de 20%.

Foi uma solução perfeita? Não, mas foi, sem dúvida, a melhor possível. Se alguém se der ao trabalho de ligar para a secretaria de cada um dos clubes da primeira divisão do futebol nacional para saber como se faz para ser sócio estatutário, proprietário ou patrimonial (o Conselho Deliberativo tratou, no dia 26/02, exclusivamente de valores para sócio estatutário e nada foi alterado no sócio torcedor) ficará espantado. O Vasco não é apenas o clube onde, de forma mais fácil, o torcedor virá sócio-estatutário, é DISPARADO o mais aberto a sua torcida.

Começando pela letra "A" e por ordem alfabética, o América Mineiro cobra 2.000 para o interessado se associar como "quotista" (o estatutário deles) mas o candidato a sócio para "protocolar o pedido" terá "que apresentar uma proposta por escrito na Secretaria do Clube, dirigida ao Conselho de Administração, avalizada com a aprovação de Associados Quotistas. Depois disso, a candidatura será analisada pelo Conselho de Ética e Disciplina".

Isso é apenas um exemplo. Os filtros são os mais variados e os preços os mais salgados nos demais clubes. Ou seja, com a decisão do dia 26/02 o Vasco continua sendo o Clube mais democrático no acesso dos torcedores ao quadro social e ao mesmo tempo a fórmula encontrada blindou a instituição de futuros esquemas de associação em massa de forma artificial.

A pantomima do candidato derrotado

Na reunião do Conselho Deliberativo, onde foi apresentada a proposta, o que se viu por parte do candidato derrotado misturou oportunismo com comédia involuntária.

Discutir propostas vindas da diretoria com o objetivo de aperfeiçoá-las ou mesmo derrotá-las, se houver convicção de que a proposta é perniciosa ao clube, é um dever de todos os conselheiros, ainda mais daqueles que estão na oposição.

Mas o que aconteceu no dia 26/02 foi puro exibicionismo destinado às mídias sociais, senão vejamos.

O candidato derrotado está em seu segundo mandato como conselheiro do Vasco. Ele já conhece bem o rito do regimento na discussão de uma matéria no Conselho Deliberativo, que funciona assim: a mesa diretora lê a descrição da proposta, após o que o presidente do CD diz que a questão está "em conhecimento", ou seja, qualquer conselheiro, neste momento, pode pedir esclarecimentos adicionais sobre a proposta, fazer perguntas, etc. Vencida esta etapa, a matéria passa à discussão, quando conselheiros falam a favor ou contra a proposta. E finalmente vem a fase da deliberação, quando se vota a proposta.

O presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, depois que a mesa leu a proposta, declarou então a matéria "em conhecimento". Nenhum conselheiro pediu a palavra. Roberto então repetiu que a matéria estava em fase de conhecimento e chamou os conselheiros a se manifestarem. Mais uma vez ninguém se inscreveu. Ou seja, os conselheiros julgavam que já dominavam a matéria e estavam prontos para o debate da mesma.

O presidente do Conselho Deliberativo então colocou a matéria em discussão. O primeiro a se inscrever foi o candidato derrotado. Ele começou sua prédica "exigindo" do presidente Alexandre Campello que justificasse a proposta. O presidente do CD explicou ao candidato derrotado que a fase de conhecimento passou e que agora estávamos na fase de discussão. O candidato derrotado, no entanto, continuou sua pantomima, pois ele de maneira nenhuma estava interessado em, de fato, discutir o tema ou contribuir em melhorar a proposta. Era necessário seguir o roteiro do competente marqueteiro que o assessora: "é preciso chamar o Alexandre Campello para o embate sem lhe dar chance de contraditar". Daí a "genial" tática de "exigir explicações" quando já não era possível. Sua claque estava filmando a performance que logo seria divulgada nas redes e em sites simpáticos à "causa" e era só isso que importava. Um grande benemérito chegou a advertir que os conselheiros não estavam em uma reunião pública e que não se deve fazer da reunião do Conselho palco para atuações performáticas. O presidente do CD concordou com o grande benemérito mas argumentou que não poderia tirar o celular da mão de ninguém e a atuação do candidato derrotado seguiu sem mais interrupções.

Foi decididamente uma pena que igualmente não tenha sido divulgada a filmagem de um momento cômico que o candidato derrotado proporcionou pouco depois. O competente marqueteiro que assessora o candidato derrotado deu a ele o seguinte conselho: "você tem uma imagem de frouxo, temos que corrigir isso, na reunião do Conselho dê uma de valente". Instrução difícil de ser seguida mas, vamos dar o braço a torcer, o moço se esforçou. Quando chegou o momento da votação correu célere à mesa diretora "exigindo" ver a lista dos presentes, no que foi atendido. Machão que só ele, apontou, acusador, o dedo para o nome de um conselheiro, desconfiando de sua real presença na reunião pois a assinatura, segundo o candidato derrotado, "estava ilegível". O presidente do CD então, imediatamente anunciou no microfone o nome do conselheiro sob suspeita que, constrangido, se apresentou: era ninguém menos do que um dos membros do grupo Sempre Vasco, fervoroso partidário do candidato derrotado. A gargalhada foi unânime. Até os seguidores do machão de um fôlego só riram constrangidos da comédia proporcionada por seu "líder", que depois disso enfiou a viola no saco, para desespero do marqueteiro que, apesar de competente, não pode fazer milagre.

Lançamos um apelo ao dedicado conselheiro-assessor do candidato derrotado que filmou a sessão do Conselho: divulgue o vídeo que registra este momento, afinal, onde está a transparência?

Houve também momentos que beiram o absurdo, quando, por exemplo, um seguidor do candidato derrotado expressou sua "preocupação" com o fato de que as pessoas em situação social precária atendidas pelo serviço social do Vasco, "não poderão se associar com estes preços". Incrível! Como se uma pessoa passando fome, muitas vezes sem ter onde morar, fosse ter como preocupação se associar a um clube. Demagogia tão barata e hipócrita só serve para revelar o nível rasteiro de quem a profere. O competente marqueteiro deve estar arrancando os cabelos.

No fim, demagogia e pantomima foram derrotados. A gestão Identidade Vasco não desistirá de unir o clube. Talvez não consiga convencer o candidato derrotado a esperar mais três anos para montar de novo o palanque, mas de uma coisa ninguém pode ter dúvida, o Vasco não será, jamais, picadeiro para pantomimas de quem só quer, no fundo, fazer o vascaíno de palhaço.

Identidade Vasco O Vasco é a nossa Identidade 11 de março de 2018

Fonte: Facebook Identidade Vasco

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