Futebol

Invicto, mas não convicto: 4 motivos para a queda de rendimento do Vasco

Caso algum desavisado escutasse as vaias da torcida ao fim do jogo entre Vasco e Madureira, em São Januário, no último sábado, pensaria que a situação do time no Campeonato Carioca é complicada. Mas, não. O Cruz-Maltino está classificado para a fase final, e é o único invicto na competição. O que acontece, porém, é que a invencibilidade não tem se traduzido em boas atuações. Nas quatro últimas rodadas - vitórias sobre o Botafogo e o Tricolor Suburbano, e empates com Flamengo e Volta Redonda -, o rendimento caiu e incomodou não só os vascaínos mas o próprio Jorginho, que assumiu a total responsabilidade pelos problemas da equipe.

Nesses confrontos (veja abaixo), apenas contra o Volta Redonda o Vasco conseguiu ter maior posse de bola. Em comparação aos adversários, nos quatro jogos, o número de finalizações foi inferior. Além disso, as chances reais de gols foram poucas. Diante do Voltaço, apenas duas. Dentre os problemas detectados por Jorginho, os principais são a saída de bola e a desorganização tática. Confira:

Saída de bola

Tecla batida por Jorginho desde o início da temporada. Trabalhar o toque de bola e se desvencilhar da marcação adversária não têm sido tarefas fáceis para o Vasco. Evitar ligações diretas da defesa com o ataque é um dos pontos frisados pelo técnico. Mas erros de passes têm dificultado a missão. Contra o Madureira, Marcelo Mattos falhou feio em lance que originou um pênalti não marcado pelo árbitro. Jorginho explicou na sexta-feira que pede, nos treinamentos, mudança de atitude rápida do sistema defensivo para o ofensivo. A reação tem que ser veloz.

Correndo errado

A movimentação e o posicionamento em campo também chamaram a atenção do treinador nos últimos jogos. Segundo Jorginho, o time vem correndo de forma desordenada, o que cansa mais os atletas e nada ajuda na produtividade de jogadas. A preparação física, ele frisa, porém, continua sendo bem feita.

- Eu tenho absoluta certeza e a responsabilidade de que isso é uma questão de movimentação tática. Quando uma equipe está bem organizada taticamente, ela corre muito menos. O grande problema é que estamos correndo errado. Fazíamos marcação alta com todos organizados. Em alguns momentos de algumas partidas perdemos isso - explicou Jorginho.

Falta de identidade no ataque

Jorge Henrique e Riascos formam a dupla da escalação base de Jorginho desde o início da temporada. Por causa de lesão, o colombiano - que alterna entre jogar de centroavante ou pelos lados - teve que desfalcar o Vasco em algumas partidas. Thalles, que mostrou melhora após uma temporada ruim, e Eder Luis, que ainda aparenta instabilidade por problemas físicos, ganharam oportunidades do treinador. O jovem Caio Monteiro chegou a ser titular, mas não teve boa atuação, o que, naturalmente, não deve "queimar" o jogador pela sua pequena experiência no profissional. No entanto, a irregularidade no setor continua. O treinador foi até sincero ao dizer que não gostou da formação com Riascos e Thalles que iniciou a partida contra o Madureira - Jorge Henrique não foi relacionado para realizar trabalhos no Caprres.

- Sinceramente, não me agradou. Acabou que o Nenê teve que fazer uma função que normalmente ele não faz.

Diferentes escalações

Nessas últimas quatro rodadas, Jorginho não conseguiu repetir a escalação. Julio dos Santos e Jorge Henrique tiveram que cumprir suspensão contra o Volta Redonda. Os dois são considerados importantes taticamente pelo treinador. E as mudanças impactam diretamente nos rendimentos de Nenê e Andrezinho, principais jogadores do time. Na viagem para Belém e Manaus, o treinador já disse que não pretende poupar ninguém, e que é importante que o grupo esteja junto no momento.

A atuação ideal para jorginho

O modelo de boa atuação usado por Jorginho é a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, em São Januário, na primeira fase. Na ocasião, Rafael Vaz marcou o gol apenas no fim, mas o desempenho do Vasco na partida foi muito superior ao do adversário, e as jogadas foram bem articuladas, criando chances reais com mais facilidade.

- Acho que a primeira partida contra o Flamengo foi nossa melhor atuação. Marcamos forte, não demos nenhum espaço a eles, mantivemos a posse de bola, jogamos no campo do adversário - explicou. 

O Vasco treina na tarde desta quarta-feira e viaja à noite para Belém, onde chega por volta de 1h30 (de Brasília). Quarta tem estreia pela Copa do Brasil, contra o Remo, às 21h45 (de Brasília), no Mangueirão. Na quinta, a delegação vai para Manaus, onde acontecerá domingo o clássico com o Fluminense, pela última rodada da Taça Guanabara.

Fonte: ge
  • Sábado, 05/09/2026 às 21h00
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    Fluminense Fluminense 1
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Artilheiro
Spinelli 8
Jogos
Vitórias 20 (40,00%)
Empates 14 (28,00%)
Derrotas 16 (32,00%)
Total 50
Gols
Marcados 67 (54,03%)
Sofrido 57 (45,97%)
Total 124
Saldo 10
Cartões
Amarelos 101 (91,82%)
Vermelhos 9 (8,18%)
Total 110