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Jorge Salgado fala sobre dívida do Vasco, Benítez, Luxa, Marcelo e Catatau

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Em entrevista ao canal "Atenção, Vascaínos", Jorge Salgado afirmou que a dívida do Vasco cresceu e atualmente está avaliada em R$ 720 milhões. O novo presidente do clube disse que atacar os três tipos de débito que assolam as finanças vascaínas é prioridade de sua gestão.

- Hoje o nosso clube está fragilizado financeiramente. Para você ter uma ideia, acabei de ter números de balanço no final da tarde. Saímos de R$ 610 milhões para R$ 720 milhões. É um déficit de mais ou menos R$ 100 milhões num ano. Vou ter que primeiro arrumar a casa e ao mesmo tempo tentar arrumar um time melhor para esse torcedor apaixonado.

- Prometo à nossa grande torcida, muito trabalho, começar arrumar o clube financeiramente para ele deixar de ser um participante e se tornar um protagonista. Mas isso não é feito da noite para o dia. Estou mapeando todas as fragilidades. Estou há menos de um mês, mas paguei dois salários da gestão anterior, outubro e novembro.

Nota da Redação: matéria publicada no blog de Rodrigo Capelo no ge em junho do ano passado revelou que o balanço apontava dívida de R$ 645 milhões.

Salgado tratou de dizer que os grandes problemas financeiros do Vasco se concentram em três tipos de dívidas: fiscal, trabalhista e cível. Destacou, porém, que pretende chegar a 2023, último ano de seu mandato, com a diminuição do débito de R$ 720 milhões pela metade e com quase o dobro do faturamento atual.

- Qual a realidade do déficit? Primeiro: a gente tem três grandes dívidas no Vasco, a fiscal, a trabalhista e bancária. Vamos atacar essas três. Dívidas trabalhista e fiscal vão cair. A dívida cível/bancária a mesma coisa. Estamos trabalhando numa captação de recursos, precisamos de recursos novos para zerar esse passado de salários e outras dívidas, o que nos dá um fôlego. Pretendemos alongar essa dívida com recursos.

- É muito grande, mas é plenamente administrável. Apostaria que chegaremos ao final do mandato com a dívida saindo de R$ 700 para R$ 350 milhões ou R$ 400 milhões. E com um faturamento saindo de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões, R$ 350 milhões. Trabalhando com esses números, conseguimos montar um time competitivo.

Sobre o futebol vascaíno, Salgado foi perguntado sobre o desejo de Vanderlei Luxemburgo de permanecer à frente da equipe por pelo menos mais duas temporadas. Respondeu que o sua vontade vai de encontro à revelada pelo treinador.

- Se eu pudesse, não fixava, eu falava: "Diria Vanderlei, não quero dois anos. Quero cinco anos. Quero ganhar Carioca, Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil, tudo com você". Eu quero é ganhar.

- Vanderlei revela um carinho muito grande pelo Vasco e tem o entendimento da grandeza do Vasco e da camisa que o clube tem. Ele enfatiza isso e entende isso. O Vanderlei consegue transmitir isso e quase em todas as entrevistas ele fala sobre isso. Gostaria que ele ficasse dois ou três anos no Vasco.

Em relação à busca de reforços pós-Brasileiro, afirmou que priorizará oportunidades de mercado, como jogadores sem contrato, e garantiu: não dará um passo maior do que a perna.

- Grandes contratações não vão ter agora, não vou iludir o torcedor. Muitos garotos subiram. Seis ou sete jogadores subiram. Para esse ano, eles já terão a experiência de uma temporada no profissional. Vamos contratar de acordo com o nosso orçamento. Temos que sair dessa zona da confusão, como diz o Vanderlei. É muito desgastante, não quero viver isso nas últimas rodadas.

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Vasco terá condições de comprar o Benítez?

- Jogador de qualidade e que a torcida gosta também. Não posso afirmar nada hoje, estamos em fevereiro, e o contrato dele termina no meio do ano. Se eu tiver recursos, o Benítez no Vasco. Se ele não ficar no Vasco, é contra a minha vontade. Agora eu não posso prejudicar o clube para contratar um jogador.

Se eu tiver as condições naquele momento próximo ao término do contrato, eu contrato o Benítez tranquilamente. Se eu não tiver, paciência. Vida que segue.

Primeiro vamos colocar a casa em ordem e depois pensar em contratação. Como vou contratar um jogador se eu não consigo pagar os salários dos outros. É contra os meus princípios. Eu poderia jogar pra galera, mas não vou fazer isso. Uma boa parte da dívida veio de decisões erradas. Sempre colocamos as prioridades de maneira errada. Em vez de estar consertando a casa, estava sempre alavancado e sem dinheiro para pagar.

Já teve conversas com o Madureira para manter Marcelo Alves e Catatau?

- São jogadores que interessam o Vasco e provavelmente vão permanecer. Ainda não conversamos, mas eles vão permanecer. Isso é fato.

Empréstimos e papel de avalista e credor do Vasco

- Acho muito ruim a gente ter que socorrer o Vasco a toda hora. É muito ruim o Vasco recorrer a pessoas por empréstimos a curto prazo. Clube do tamanho do Vasco tem que recorrer aos canais normais, que são bancos e instituições financeiras. Pessoas físicas normalmente não emprestam a associações.

Só que o Vasco atravessa há muitos anos momentos de crise e não tem crédito em banco. Se eu precisar de R$ 5 milhões amanhã, é muito difícil que eu consiga o empréstimo no banco. Se eu conseguir, será numa taxa de juros muito alta, praticamente numa taxa de agiota. O banco quer emprestar a 12%, 15%...

Tenho que equacionar meus prejuízos e sair fora de bancos. Sobre pessoas físicas, eu quero regularizar isso. No primeiro aporte importante que entrar, quero pagar às pessoas que socorreram o clube. Isso vale para mim também, sendo muito transparente.

Não quero o clube dependendo de pessoas, isso é muito ruim. Durante a minha campanha eu fui muito caluniado. Entro para ajudar meu clube, socorrer o meu clube, tendo prejuízo... Eu nunca consigo receber meu dinheiro corrigido monetariamente.

Eu tenho recursos de 2013. Passou pelas gestões do Roberto, do Eurico e do Campello, e nenhum presidente me pagou. Tive uma conversa com um presidente, ele disse que ia me pagar. Não foi uma venda muito grande. Depois ele vendeu um jogador para a Europa, eu me apresentei e disse que estava para receber.

Aí ele disse: "Eu não posso te pagar, tinha uns atrasados". Eu disse: "Você está no segundo mandato, deve ter recebido R$ 400 milhões de receita, você não consegue me pagar e estou muito desapontado".

Quero que essas histórias fiquem para trás, pertençam ao passado. Assumir uma nova era em que assumir o compromisso é para manter em dia, não para ficar devendo. No meu clube, quero assumir compromisso para pagar. Isso arranha a imagem do clube, a credibilidade, você fica sem moral para suportar algumas situações. Pretendo sim acabar com esses empréstimos de pessoa física.

Fonte: ge
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