Jornalista analisa o Vasco diante do Santos; confira

25/04/2019 às 10h13 - IMPRENSA

O Vasco vendeu a um preço mais alto do que o esperado a vaga na Copa do Brasil. Lutou até o último lance para levar a disputa para os pênaltis. Assim como na final do carioca foi valente, lutador, corajoso. Mas isso não basta.

Valadares montou sistema híbrido interessante, variando do 5-4-1 para o 4-4-1-1. Pikachu voltava para compor a linha de defesa com Cáceres entrando como terceiro zagueiro. Funcionou em parte.

Quando Sampaoli tirou Alison e abriu Soteldo na ponta esquerda igualou a disputa numericamente por aquele lado e ali criou o lance do gol que lhe deu a vaga, com a entrada de Jorge pela meia para usar sua melhor arma, o chute de média distância.

Os primeiro gol do Vasco nasce num momento em que Lucas Santos está mais próximo de Maxi e não fechando a direita do meio campo. Ele encurta o espaço de Aguilar que erra o passe e a bola chega a Lucas Mineiro. Depois do lindo calcanhar do argentino, Raul marca.

O segundo gol já nasce de uma jogada trabalhada por Cáceres, Lucas Santos, Raul e Pikachu pela direita. Isso pode funcionar mais se bem trabalhado. No escanteio, Ricardo Graça aproveitou a falha da defesa para marcar.

O Vasco sofreu com as lesões ainda no primeiro tempo de Castán e Fernando Miguel. Além de importantes, eles diminuíram a possibilidade de trocas no momento decisivo do jogo.

Mesmo com tudo isso, Maxi teve a bola do jogo em nova falha de Aguilar e jogou fora. É do jogo.

A falha foi do Gustavo Henrique no campo e minha aqui. Obrigado aos que corrigiram.

Fonte: Twitter de Eugênio Leal